Senado Federal | Agência Senado
Imprimir esta página
 
Transtorno do pânico

Transtorno do pânico atinge milhões

 

Estima-se que entre 4 e 6 milhões de brasileiros sofram com o distúrbio chamado síndrome ou transtorno do pânico. Nos Estados Unidos, onde foi realizado um número maior de pesquisas sobre o problema, os especialistas afirmam que 3,5% da população sofrem da síndrome e que 71% dos casos ocorrem em mulheres. Veja nesta edição como identificar e buscar tratamento para o problema.

Pessoa tem medo sem que haja motivo

Ao contrário da reação de pânico, normal diante de uma situação de perigo, um episódio de pânico começa sem motivo ou aviso prévio. Embora os sintomas variem de uma pessoa para outra, em geral começam com um estado de ansiedade agudo e extremo, uma onda de medo e desespero intensos que dificulta a respiração, acelera o coração e seca a boca. Os músculos tremem, a pessoa sua muito e tem a sensação de estar sendo sufocada. Um peso oprime o peito, parecendo um infarto, o que aumenta ainda mais o pavor. Pode aparecer náusea, às vezes acompanhada de cólicas e diarréia. A pele formiga e a pessoa tem ondas de calor e também calafrios. Sensação de que vai desmaiar, tonteira e uma leveza na cabeça completam o quadro, deixando o doente confuso e desorientado. A impressão que ela tem é de que vai morrer ou enlouquecer, e a única coisa que deseja é fugir dessa situação e obter ajuda.

Na maior parte das vezes, uma crise de pânico chega ao seu auge depois de 10 ou 15 minutos do início e desaparece, em geral, 30 minutos depois de começar. Segundo os especialistas, 10% das pessoas, em especial as vítimas de acidentes ou de violência, podem sofrer uma ou mais crises de pânico ocasionais sem serem consideradas doentes.

Mas, se os episódios de pânico aparecem com freqüência, tem-se a síndrome do pânico instalada. Aí o sofrimento fica intenso também nos intervalos entre uma crise e outra, pois o doente não faz a menor idéia de quando vai acontecer de novo, se dali a minutos, dias ou meses. Se, em conseqüência, a pessoa muda seu comportamento, evitando lugares e situações por medo de sofrer uma crise em locais onde não terá socorro, ela já tem uma segunda doença, derivada do pânico e chamada de agorafobia.

O problema em geral aparece entre os 15 e os 19 anos e atinge mais as mulheres (a proporção entre os doentes é de duas mulheres para cada homem). É comum o transtorno começar na adolescência, mas raramente se inicia depois dos 40 anos.


Agência Senado - Senado Federal | E-mail: agencia@senado.gov.br
Praça dos Três Poderes, Anexo I, 20.º andar.
70165-920 - Brasília DF