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Modelo de atendimento a dependentes químicos do governo

O governo tenta responder ao aumento do número de dependentes e à complexidade do tratamento que a doença exige por meio da Política Nacional de Saúde Mental, que prevê a formação de uma rede aberta de atendimento para oferecer tanto tratamento quanto apoio à reinserção social. No papel, as intenções das normas são muito claras. Porém, na realidade, o que se verifica é uma rede de atendimento limitada, quando existente.

Responsável atual pela implementação da política de saúde mental, Roberto Kinoshita, coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde (MS), acredita que o modelo deve garantir tanto o acesso ao tratamento quanto o respeito aos direitos civis dos usuários de drogas.


Roberto Kinoshita, coordenador do MS, observado pela senadora Ana Amélia: internações devem ser de curta duração. Foto: Jonas Pereira

De acordo com o modelo desenhado pelo MS, as equipes de Saúde da Família devem prestar o primeiro atendimento aos dependentes que buscam tratamento. Já os doentes que não procuram atendimento devem ser abordados por equipes itinerantes, chamadas consultórios de rua e formadas por médicos, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e pedagogos. Tanto as equipes de Saúde da Família quanto os consultórios de rua devem estar vinculados a um Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

Essas três instâncias são responsáveis pela triagem, pela avaliação clínica das condições de saúde física e mental do dependente e pela definição do tratamento a ser feito, incluindo
decidir sobre a necessidade ou não de internação. Cabe ainda a
esses serviços organizar a demanda de saúde mental no município, mapeando vagas e leitos disponíveis na região e encaminhando os pacientes de acordo com suas necessidades. 

Comentários

O universo das drogas

Tenho acompanhado com muito interesse as decisões do governo sobre o tráfico de drogas e a dependência química. Achei excelente a política de consultórios de rua e acredito ser o melhor caminho para a busca em amenizar o problema. Esse assunto, além de polêmico é delicado e exige uma séria reflexão sobre as relações estabelecidas no seio familiar nos dias atuais. Acredito que a família bem estruturada, cujos pais repassam aos filhos valores morais, éticos e princípios religiosos embasados no amor e respeito a Deus acima de tudo, ainda é o melhor caminho para se evitar essa empreitada iniciada pelos jovens e adolescentes num universo que, muitas vezes, não tem volta. A dependência química, a meu ver, é uma questão de prevenção que deve ser iniciada ainda na tenra idade para que a criança esteja resguardada de tamanho mal. O tratamento sem a ajuda do alto, de Deus, é impossível. Daí a importância das instituições religiosas sérias e comprometidas com o bem estar da sociedade, que muito podem contribuir nessa demanda, estarem inseridas nessa luta contra o mal que assola e destrói a vida de crianças, adolescentes, jovens e adultos vulneráveis a esse doloroso caminho. Cleusa Cunha, Pedagoga, Psicopedagoga e estudante do 5º período de Psicologia da Puc Minas.

27/07/2012 10:46:26, Cleusa da Conceição Cunha

Tratamento e recuperação

Com a genética não se brinca...Tive a melhor família do mundo, que me repassou boa educação e valores positivos. Embora não criado pelo pai, ele morava em São Paulo e eu na Bahia, desenvolvi alcoolismo crônico e para me tratar passei por 3 internações. Meu pai ainda hoje sofre da doença e corre riscos, já tentamos várias abordagens, nos resta autorizar a internação forçada, com a consulta do Ministério Público e do Poder Judiciário. Eu Hoje, sóbrio a 3 anos, frequentador do AA, sei do tamanho de um problema que muitos subdimensionam. Pensam que a única droga no mundo é o crack, mas o álcool mata muito mais gente que o crack e o governo ignora isso. Sou contra comerciais de bebida. Não devemos incentivar o mal. Claro, só 12% dos que bebem vão se tornar alcoolistas, mas quem é que vai advinhar quem vai se tornar ou não? Segundo Donald Lazo e George Vaillant, profundos pesquisadores no assunto, não existe a personalidade voltada para o alcoolismo. Realmente nossos profissionais estão perdidos, sem saber o que fazer...

31/10/2012 09:17:58, Manoel Neto
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