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Críticas ao local e à duração da internação por dependência química

Os médicos fazem críticas à política de internação de doentes mentais, entre eles os que possuem dependência química, em leitos dos hospitais gerais. Além de onerosa, a internação de pessoas que têm dependência química junto com outros doentes pode colocar a equipe médica e  demais pacientes em risco, por conta da natureza dessas doenças.

“Para oferecer seis leitos em ala própria para doentes mentais é preciso ter psiquiatra e equipe de enfermagem, além de plantonistas, psicólogo e assistente social, toda uma equipe, quando sabemos que essa mesma equipe, com um psiquiatra e duas enfermeiras, atenderia quarenta leitos. A gente tem que entender que não podemos jogar dinheiro fora”, argumenta Fortes.

Outra medida do governo que tem recebido críticas dos psiquiatras é o limite do tempo de internação. “O médico é quem tem de dizer o tempo de que a pessoa precisa. O que há hoje é uma ingerência extraordinária na ação do médico. Você tem de fazer todo o trabalho em 15 dias, ainda que esse período seja insuficiente”, critica o representante da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Essas críticas sobre a internação por dependência química também é a posição do CFM, representado pelo vice-¿presidente, Carlos Vital Corrêa Lima, que afirmou ser necessária a internação do dependente de crack por até três meses, dependendo dos danos ao cérebro, do tempo de consumo e da gravidade das doenças associadas.


Carlos Corrêa Lima, do CFM, critica limite imposto pelo Estado sobre o tempo de internação dos dependentes de crack. Foto: J. Freitas

Resposta

Em resposta às críticas sobre a internação de pessoas que possuem dependência química, o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, garantiu à ABP, em reunião realizada em 2 de junho, que o ministério irá rever a política de saúde mental, avaliar a eficiência dos Caps, analisar a criação de ambulatórios de psiquiatria e a contratação de psiquiatras para as emergências, e definir o que é serviço médico e serviço social dentro das comunidades terapêuticas.

Comentários

SUBSIDIOS DE COMENTARISTAS DE BLOG

O texto lido diz que: “Os psiquiatras preconizam internação para desintoxicação de cerca de 7 a 14 dias, drogas usadas comumente como opióides e tratamento das comorbidades constituem-se em medidas iniciais, devendo o paciente ter acesso à rede de tratamento ambulatorial bem como aos processos integrados; “ Dai me vem uma pergunta: porque a maioris das clínicas involuntárias estabelecem um longo período de tempo de internação para seus “pacientes”, digamos assim? Não acredito que o tempo seja fator preponderante, mas o querer individual. Nas clínicas involuntárias inexiste esse “querer” exigido no terceiro passo para clínicas que trabalham com os doze passos. Existem casos de pessoas que se internam em clínicas involuntárias de modo voluntário, é verdade. Nestes casos particulares a recuperação poderá funcionar. Não existem dados estatísticos oficiais coletados nas diversas clínicas que operam no Brasil, sejam as voluntárias, ou involuntárias. O tempo para desintoxicar aliado a um um tempo posterior para que uma dada terapia venha a funcionar não deve, no meu entendimento, ultrapassar a barreira de estimado dois meses. Lapsos de tempo maiores deveriam ser acrescidos após uma visita de médico de família especializado no ramo da dependência química, evitando-se abusos por demais conhecidos. Uma excrescência existente em clínicas involuntárias são as solitárias. Essa concepção sinistra para lidar com seres humanos é terrível e só não mudamos este absurdo posto que não nos demos o luxo de apresentarmos a solução. Dentre outros inconvenientes mencionamos a desqualificação profissional de GAP´s e de Monitores. Não bastasse isso o nome dado às “clínicas” parece equivocado, vez que de clínicas nada têm. Quase todas são presídios, onde impera um regime autoritário, opressivo, que em nada contribui para a recuperação de quem quer que seja. A mídia, talvez sofrendo pressão de grupos evangélicos que entraram no ramo, para faturar e que possui uma bancada com mais de oitenta parlamentares. Está induzindo a população em aceitar a implantação do regime de força e o Estado não pode ser conivente com uma legislação que vem permitindo pessoas serem sequestradas, não importa qual seja o argumento, sequestro é sequestro e cárcere privado é cárcere privado. Nessas O que difere, este tipo de sequestro, quase institucionalizado, é a modalidade do pagamento do resgate. Nas clínicas o resgate do familiar custa diversas prestações mensais. Incomoda saber que o Governo aceita e ajuda clínicas que operam de maneira tão imprópria, quanto inadequada, para evitar dizer que operam de forma criminosa antes e durante a estadia dos nossos “entes queridos”

04/03/2012 14:35:26, SPH

Comentários retirados de Blog

"OMS para o Brasil é que existam 3% de usuários, o que implicaria em 6 milhões de brasileiros. O Ministério da Saúde trabalha com 2 milhões de usuários e estudo da Unifesp patrocinado pela SENAD demonstra que um terço dos usuários encontra a cura, outro terço mantém o uso e outro terço morre, sendo que em 85% dos casos relacionados à violência." Bem, para a OMS estima que no Brasil existem 6 milhões de usuários de crack. A Unifesp calculou 2 milhões de brasileiros de usuários. Os dados não batem, correto? Depois, levando em conta a situação conf. dados da Unifesp 1/3 de de 2 milhões encontra a "CURA". Qual é o significado de CURA para uma doença progressiva, INCURÁVEL e fatal. Talvez fosso mais oportuno consideramos que este contigente de brasileiros, salvo engano, cerca de 666,66 milhões de pessoas, aproximadamente, se encontram em estado permanente de recuperação, sem levarmos em conta as recaídas, que fazem parte da doença. Contingente igual se acha em uso e outros 666,66 de brasileiros morrem e 85% desse contingente morrem devido à casos de violência. Não é um número expressivo de mortos se pudéssemos acreditar nesta pesquisa, que reparte um bolo em três pedaços, exatamente iguais ? É um dado chocante, talvez, na realidade, a situação seja pior. O SENAD deveria solicitar da Unifesp esclarecimentos, se são reais os dados apresentados e qual a metodologia empregada na pesquisa que me pareceu não confiável. Se aplicássemos o contingente de 6 milhões de usuários, cf. a OMS, a situação seria gravíssima. Creio que a violência, na maioria dos casos são devido a existência de grupos de extermínio e de "justiçeiros" e milicianos e, outros tantos aos traficantes e, em menor parcela, por conta dos delitos dos usuários em estado doentio, portanto anormal.Será que há quem se preocupe com isso. Porque não estimular uma política que promova um PACTO PELA VIDA de forma verdadeira e punindo exemplarmente os assassinos de gente indefesa e doente? Posto este comentário na certeza de que alguma autoridade da área da justiça, direitos humanos e segurança pública leiam, inclusive a OAB e o CMF e o SENAD.

04/03/2012 14:51:29, SPH

pelo amor de deus de seus familiares acabem com essa droga o governo tem como ele nao se iteresa porque ao chegou na casa dele coloca o exerxito pra trabalha muda a lei pro menor mais trabalho nas cadeias colocar eles pra trabalha da serviso pra ele

aude os voces ao sabe cotas familias estao sofrendo com isso meu deus socorro vamos perde nossos filhos esa droga quem gana luco com ela vai pagar caro dieiro mudito trabala oestamete niguem que pelomenos os pastores trabalha cociente que deus edeus eles pede disamo e estao em logico deu ajuda aqueles que trabalha pra ele e quem vende droga trabalha pro mal e vai se dar mau no meio tem politicos grandes pra que destrui as familias com esa droga a ao basta a miseria que as familias pasam enquanto uns comem outro pasa fome colocar o demenor pra trabalha serviso eles pra cria respoça sedo do que adianta criica cadeias nao reupera niguem tem que da serviso com beneficio as familias em ves de prende coca pra trabalha estuda

19/08/2012 16:36:44, luciana gomes

e ai cade as clinicas gratuitas?

meu filho sofre de esquizofrenia e tambem esta fazendo uso de multiplas drogas,aonde eu moro nao tem um hospital que possa interna-lo quando ele esta em surto simplesmente dao um sedativo e mandam ele de volta para casa e fazer o acompanhamento no caps so que quem e viciada nao vai aderir ao tratamento de imediato eles acham que emuita conversa e ao sair de la se enfiam nas drogas aqui nao tem encaminhamento para as clinicas da rede publica a unica que tinha era o jovem samaritano inaugurado pelo serra eu soube que por falta de verba da prefeitura fechou por que para eles emelhor que os lugares virem area comercial e com isso o municipio esta cheio de dependentes e aspessoas poderosas estao fechando os olhos a familia tenta procurar ajuda em outro municipio a qual eles se recusam as vezes de atender pois falam que amesma verba que edestinada para um hospital tambem e destinada para o do municipio em que eu moro ecom isso os pais desistem de ajudar seus flhos pela dificuldade que e por que muitos deles nao acompanham os pais para se internar e quando acompanham começa a peregrinaçao de porta em porta isso quando alguns tem condiçoes de gastar com conduçao para rodar de hospital em hospital e aqueles que nao tem para no meio do caminho e ai nao tem mais jeito a pessoa ja esta usando para viver e vivendo para usar e eu estou em uma luta desta com meu filho tentando ajuda em todo lugar e pedindo adeus que eu ache um medico que se sensibilize com o meu problema para deixa-lo em observaçao pelo menos uns dias para eu descansar e quando nao se eles quiserem ter alta enao ficar nolugar os medicos dao alta na hora de internar o parente tem que estar la mas na hora de ele quererem sair se os parentes mesmo nao autorizando eles liberam.E ai voces precisam abrir os olhos para de querer so ganhar dinheiro ficarem ricos e nao fazer nada pois a criminalidade esta aumentando por que eles estao se drogando cada vez mais e com isso passar acometer pequenos furtos ate chegar ao mais graves deles que e tirar a vida de um ser humano os bons estao morrendo e esta so ficando o o lixo da sociedade e ai como e que voces vao arrecadar dinheiro? prestem atençao neste desabafo de uma mae em desespero eu nao tenho dinheiro para pagar uma clinica particular cuja internaçao varia de acordo com o nosso bolso se eu pagar por um ano ele fica um ano mas se eu nao tiver nada nao chego nem na porta ponham mais rigirizidade nesta lei mais tempo de internaçao desde quando quinze dias a um mes resolve alguma coisa

06/01/2013 09:24:44, janicleide de a. xavier
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