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Universitários têm consumo de drogas mais intenso e frequente

O comportamento dos jovens, faixa etária em que o consumo de drogas é mais comum, recebe atenção especial das autoridades públicas no Brasil e no mundo. Estudos demonstram ainda que, quanto mais cedo a pessoa começa a usar drogas, maior a tendência para desenvolver dependência e piores as consequências para sua saúde física e mental.

“A ideia é impedir a iniciação precoce, seja qual for a droga”, afirmou à subcomissão do Senado o psiquiatra Esdras Cabus Moreira, do Centro de Estudos e Terapias do Abuso de Drogas (Cetad) da Universidade Federal da Bahia.

A Senad divulgou em dezembro de 2010 uma pesquisa – 1º Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras – que confirma que “os estudantes universitários apresentam consumo de drogas mais intenso e frequente do que outras parcelas da população”.

O percentual de jovens universitários que consomem drogas tende a ser até duas vezes maior que o daqueles que não são universitários. A pesquisa aponta que 48,7% dos estudantes universitários usaram drogas ilícita na vida (52,8% entre os homens), enquanto, na população brasileira, o índice é de 22,8%, segundo levantamento geral realizado em 2005.


Estudantes são grande parte dos participantes das “Marchas da Maconha”, como a realizada em Vitória, em maio passado. Foto: Ademir Ribeiro

No que diz respeito ao crack, o percentual entre universitários que já teve experiência com a droga é de 1,2%, enquanto a média nacional foi de 0,7% em 2005 (apesar de dados preliminares do novo estudo já extrapolarem esse número).

Entre os universitários do sexo masculino, 2,1% informaram já terem usado crack alguma vez na vida. O uso entre os universitários também é acima da média nacional nas regiões Sul (1,4%) e Sudeste (1,5%).

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