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Observatório do crack revela situação da droga nas cidades

A falta de dados oficiais sobre o número de vítimas, o perfil dos dependentes, o consumo e a circulação de drogas, além da responsabilização das prefeituras pela implantação da rede de atendimento, levou a Confederação Nacional de Municípios (CNM) a reunir, junto às prefeituras, dados para implantar, em abril passado, o Observatório do Crack (www.cnm.org.br/crack).

No Observatório do Crack estão disponíveis dados da pesquisa Mapeamento do Crack nos Municípios Brasileiros, realizada em novembro de 2010, quando 98% das 3.950 prefeituras que forneceram dados registraram problemas com drogas em seus municípios.

Em 1.902 municípios (48,2%) são realizadas campanhas contra o crack e outras drogas. Porém, somente 134 (3,39%) já tinham convênio com o governo federal no âmbito do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas. Em 948 cidades, as prefeituras ajudam entidades que tratam dependentes químicos.

O presidente da entidade responsável pelo Observatório do Crack, Paulo Ziulkoski, lamenta que, na prática, os municípios tenham que enfrentar, de maneira emergencial, os efeitos do crack, sofrendo com a falta de políticas de prevenção. “É ali, na porta do prefeito ou da câmara de vereadores que as vítimas da droga batem em busca de socorro”, diz a senadora Ana Amélia.

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