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Confira fatos marcantes na história das Forças Armadas

1548  – Dom João III, rei de Portugal, resolve criar um governo-geral com sede na Bahia, que inclui milícias de defesa.

1566  – Expulsos os franceses da baía da Guanabara.

1615  – Expulsão dos franceses de São Luís.

1648  – Batalha dos Guararapes, em 19 de abril, marca o início da organização do exército como força genuinamente brasileira.
 

1707–1720  – Forças militares são usadas para reprimir movimentos como as guerras dos Emboabas e dos Mascates e a Inconfidência Mineira.

1762  – Marquês de Pombal contrata oficiais estrangeiros para reorganizar e profissionalizar o exército português, inclusive nas colônias.

1808  – Corte portuguesa se transfere para o Rio.

1810  – Criação da Academia Real Militar, no Rio de Janeiro.

1811–1815  – Construção de hospitais militares, arsenais de guerra, indústrias de armas e fábricas de pólvora. Tropas de elite começam a admitir brasileiros.

1815  – Criado o Ministério da Guerra no Brasil. Tropas regulares de Portugal desembarcam no país.

1817  – Oito mil homens e forças navais são usadas para reprimir a Revolução Pernambucana.

1822  – Dom Pedro I declara a Independência do Brasil, ao lado de soldados da cavalaria que formavam sua guarda de honra.
 

1824  – Decreto do imperador Dom Pedro I determina a organização das forças militares brasileiras (Exército e Marinha).

1824  – Ajudadas por mercenários estrangeiros, tropas sufocam a Confederação do Equador (PE).

1825–1828  – Guerra da Cisplatina, entre Brasil e as Províncias Unidas do Rio Prata, pela posse do atual Uruguai.

1831  – Reorganização do exército imperial brasileiro, seguida da criação da Guarda Nacional. Extintos os antigos corpos de milícias e ordenanças, além das guardas ­municipais.

1832–1841 – Exército imperial reprime sucessivas revoltas como a Cabanada, a Cabanagem, a Sabinada, a Balaiada, a Federação do Guanais e a Revolta dos Malês.

1835–1845  – Luis Alves de Lima e Silva (depois Duque de Caxias) lidera as tropas imperiais na Revolução Farroupilha (RS), que causou mais de 40 mil mortes.

1837 – Tentativa de implantação do serviço militar obrigatório no Brasil, que só se consolidaria nas primeiras décadas do século 20.

1842–1875 – Repressão militar a novas revoltas (Liberais, Praieira, Muckers e Quebra-Quilos).

1851–1852 – Guerra contra Oribe e Rosas é travada entre as tropas da Argentina e uma aliança formada pelo Brasil, Uruguai e províncias rebeldes da própria Argentina. Envolve mais de 100 mil soldados, nos dois lados da disputa, e deixa mais de 1.600 vítimas fatais.

1864  – Guerra contra Aguirre, em represália a invasões no sul do país por grupos uruguaios, envolve 6 mil homens.

1864–1870 – Invasão de Mato Grosso pelo exército de Solano López deflagra a Guerra do Paraguai, travada contra a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai). Maior conflito armado na América do Sul, envolve mais de 280 mil soldados, com 300 mil mortos paraguaios (incluindo civis) e 50 mil brasileiros. Lideranças militares brasileiras de destaque: Duque de Caxias, general Osório e almirante Tamandaré, famoso pela Batalha do Riachuelo.
 

1889  – Marechal Deodoro da Fonseca proclama a República e é o primeiro presidente militar do país, de um total de nove (veja quadro abaixo).

1889 a 1932  – Forças Armadas atuam na repressão a diversas rebeliões internas: guerras de Canudos (1896) e do Contestado (1912), revoltas da Armada (1891) e da Chibata (1910) e revoluções Federalista Gaúcha (1893) e Constitucionalista de São Paulo (1932).

1906  – Estabelecido o serviço militar obrigatório, por sorteio (que só valeu, na prática, a partir de 1916).

1917  – Participação militar na 1ª Guerra Mundial: envio de um grupo de aviadores do Exército e da Marinha, de um corpo médico-militar do Exército e de uma divisão naval.

1919  – Nova reorganização na estrutura do Exército por uma missão militar francesa, chefiada pelo general Maurice-Gustave Gamelin.

1922  – Revolta dos 18 do Forte de Copacabana (RJ) é o primero dos quatro episódios decorrentes do tenentismo, movimento político-militar e série de rebeliões de jovens oficiais de baixa e média patente do Exército, que propunham o fim do voto de cabresto, o voto secreto e a reforma na educação pública.
 

1925  – Militares iniciam a Coluna Prestes, que marchou durante três anos pelo interior do Brasil enfrentando tropas oficiais, jagunços e c­angaceiros.

1930  – Movimento armado, liderado por Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, depõe o presidente Washington Luís e coloca no poder Getúlio Vargas.
 

1932  – Revolução Constitucionalista, em São Paulo, tem 87 dias de combates, com um saldo oficial de 934 mortos.

1935  – Intentona Comunista ocorre em locais esparsos do país (Rio, Recife e Natal), causando a morte de 30 militares e cerca de 1 mil civis.

1937  – Com o apoio dos militares, Getúlio Vargas implanta o Estado Novo, ditadura que persistiria até 1945.

1938  – Levante Integralista tenta a invasão do Palácio Guanabara, mas é sufocado. Alguns revoltosos são sumariamente fuzilados.

1941  – Decreto cria o Ministério da Aeronáutica e funde as forças aéreas do Exército e da Marinha numa só corporação, a atual Força Aérea Brasileira (FAB).

1942  – Brasil declara
guerra ao Eixo (Alemanha, Itália e Japão)e entra na 2ª Guerra ­Mundial.

1944  – Envio ao front italiano da Força Expedicionária Brasileira, que envolveu 25.334 homens.
 

1945  – Getúlio Vargas renuncia, em movimento apoiado por militares como Gaspar Dutra, Góis Monteiro e Eduardo Gomes.

1945  – Gaspar Dutra, ministro da Guerra de Getúlio, é eleito ­presidente.

1949  – Escola Superior de Guerra (ESG) é criada.

1954  – Outra vez presidente, Vargas se suicida, causando uma comoção nacional que, segundo historiadores, adiou um golpe militar de direita.

1955  – Movimento liderado pelo ministro da Guerra, Teixeira Lott, mobiliza as tropas e garante a posse dos eleitos Juscelino Kubitschek e João Goulart, presidente e vice.

1956  – Oficiais da Aeronáutica insatisfeitos se rebelam e se instalam em Jacareacanga (PA). Rebelião dura 19 dias.

1957–1967 – Primeira experiência das Forças Armadas em missão de paz da ONU. Batalhão de Infantaria de aproximadamente 600 homens é enviado ao Egito.

1959  – Nova revolta militar, agora em Aragarças (GO).

1960  – Começa a se formar a Doutrina de Segurança Nacional. As Forças Armadas vivem um período de intensa ideologização, divididas entre militares de esquerda e anticomunistas.

1964–1985  – Golpe militar derruba João Goulart e fecha partidos, sindicatos e organizações estudantis. Opositores são cassados ou aposentados compulsoriamente. Há censura à imprensa e a tortura de presos se torna comum. Forças Armadas reprimem movimentos de guerrilha urbana e rural (número oficial de mortes: 384). Três dos cinco presidentes do ciclo militar eram tenentes na Revolução de 1930: Castelo Branco, Garrrastazu Médici e Ernesto Geisel.
 

1965  – Exército participa da Invasão da República Dominicana pelos EUA.

1985  – General João Batista de Figueiredo é substituído na presidência por José Sarney, encerrando o regime militar.

1980  – É permitido o ingresso de mulheres na Marinha, em funções administrativas.

1988  – Com a promulgação da Constituição, Forças Armadas se afastaram do núcleo político brasileiro, voltando-se para suas missões
constitucionais.

2006 – Formada a primeira turma de mulheres ­pilotos de aviação da FAB.
 

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