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No Cerrado e na Mata Atlântica as unidades de conservação são insuficientes

Estudo do Ipea de junho deste ano alerta, no entanto, que em pelo menos dois biomas a área ocupada por UCs não representa uma parcela significativa e não existe área física suficiente para a criação de novas UCs. Por isso, as reservas ­legais são “necessárias e essenciais para a conservação da biodiversidade”, como nos casos do Cerrado e da Mata Atlântica.

Levando em conta a proposta de novo Código Florestal, o Ipea estimou que, só no Cerrado, a perda de reserva legal seria de 3,1 milhões de hectares. Esse valor representa 46% do total de UCs federais existentes no bioma e, portanto, é importante, para a conservação. Na Mata Atlântica, o valor é de 3,9 milhões de hectares, enquanto a área de UCs federais é de 3,6 milhões, logo, o passivo é maior que as áreas protegidas pela União, revela o trabalho.


Ipea estimou que, com as regras da Câmara, o Cerrado perderia 3,1 milhões de hectares de reserva legal, o que equivale a 46% da área de unidades federais de conservação (Foto: Dorivan Marinho/ Agência Senado)

Os técnicos do Ipea completam que a área estimada de passivos de RL que será isenta de recomposição nas propriedades de até quatro módulos fiscais equivale a 20% do total das UCs federais e ­estaduais.

“Constitui uma área importante para conservação dos ecossistemas, sendo que essa área total que deveria existir de reserva legal é maior do que a área total de unidades de conservação de nível estadual e federal, se forem recuperados os passivos, como já foi indicado por outros estudos”, explica o texto elaborado pelo Instituto.

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