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Backhaul

Backhaul, compartilhamento de redes e universalização do acesso à internet

O PNBL aposta em vários mecanismos e diretrizes para estimular o investimento privado, a concorrência e a expansão da infraestrutura de banda larga. Um dos mais polêmicos, o compartilhamento da propriedade da rede física de telecomunicações, prevê que provedores e teles compartilharão elementos da rede, em especial seus backhauls, nos municípios contemplados no Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU).

Um backhaul é composto por equipamentos que se conectam aos backbones (as redes centrais da internet), localizados nas estações centrais das operadoras de telefonia, por um equipamento instalado no município ou área atendida e pela conexão entre eles. Essa conexão pode se dar por cabo de fibra ótica, rádio, satélite ou outras tecnologias.

Com o PNBL, as teles terão que permitir e oferecer condições técnicas adequadas para que os provedores possam instalar seus equipamentos de rede junto à parte do backhaul instalada nos municípios dentro do PGMU.

Com isso, além do acesso aos backbones, os provedores poderão partilhar o uso das redes periféricas da operadora para atender aos usuários.

A intenção é baixar os preços, já que, hoje, as operadoras não partilham suas redes e vendem caro o kilobit transportado pela falta de concorrência.

Assim, hoje os provedores têm que arcar com a transmissão de dados desde o backhaul até os computadores dos clientes, por rede própria ou pagando à operadora, e com a infraestrutura para fazer funcionar seus ­equipamentos.

Equipamento de um backhaul, a parte de uma rede de telecomunicações que atende os usuários finais. Obrigação de compartilhar backhauls divide governo e teles. Foto: Jbtaylor/CC

Outro objetivo do compartilhamento é construir os chamados PTTs, ou pontos de troca de tráfego, junto aos backhauls viabilizados pelo PGMU. Os PTTs interligarão de forma mais intensa as redes, racionalizando o tráfego. Em uma comparação com as rodovias, os PTTs seriam como os cruzamentos e viadutos que oferecem rotas alternativas aos veículos.

Para montar os PTTs, o PNBL quer fomentar acordos entre as operadoras e entre elas e os provedores de internet. Para isso, atribui às concessionárias a responsabilidade de oferecer em seus backhauls localizados em regiões metropolitanas e cidades com mais de 100 mil habitantes a infraestrutura necessária para a conexão com as redes participantes.

O uso de tecnologias sem fio, em faixas de frequência não exploradas, como a de 450MHz, para acelerar a cobertura das áreas rurais e de pouca densidade demográfica, e a concessão de novas outorgas de TV por assinatura via cabo devem estimular a concorrência no setor privado.

No caso da TV a cabo, o plano conta com o interesse das operadoras em fornecer pacotes, que incluem TV por assinatura, internet banda larga e telefonia, ou ainda todos esses serviços acrescidos de mobilidade.

Comentários

INCLUSÃO DIGITAL

Senhores gostaria de mais informações sobre o cabo de fibra ótica instalado a quase treze anos na região Oeste do Estado do Pará cortando a região transamazônica acompanhando a linha de transmissão Tramoeste. Para dar mais consistência a minha solicitação, realizei uma pesquisa acerca da inclusão digital no Brasil. A explosão na área da comunicação, com a popularização da Internet e da telefonia celular, ocorrida nos últimos 18 anos, levou os países a buscar sempre as melhores tecnologias para atender a crescente demanda de suas respectivas populações. Com o Brasil não foi diferente tendo a telefonia móvel partido praticamente do zero para atingir atualmente o impressionante número de 205,2 milhões de linhas em operação em Janeiro de 2011. Na utilização da Internet, o Brasil chegou ao número de 39 milhões de usuários em 2007, passando a ser o sexto maior usuário do mundo. Apesar da moderna tecnologia empregada em todas as regiões do país, infelizmente as tradicionais disparidades regionais da Amazônia ainda prevalecem. No caso da Internet, na Região Norte, o número proporcional de pessoas com acesso à rede é de apenas um terço do número de pessoas das Regiões Sul e Sudeste. As origens destas disparidades se dar pela baixa densidade demográfica da região e as longas distâncias entre os núcleos urbanos e, principalmente, o baixo poder aquisitivo da população. Em Julho de 1999, a inauguração da linha de transmissão do Tramoeste, levou até as cidades do Oeste do Pará, além da energia elétrica de Tucuruí, uma rede de fibra óptica, utilizada pela Eletronorte para sua comunicação interna. Diversos técnicos da área de telecomunicações, dizem que o uso de uma rede dessas, apenas para serviços internos equivale a dar um tiro de canhão para matar uma mosca. Apesar de não ser uma invenção recente, pois suas primeiras utilizações práticas datam de 1976, a fibra óptica ainda é considerada a melhor e mais barata tecnologia para a transmissão de dados. Sua capacidade teórica está estimada em 50 Terabits por segundo, ou seja, mais de um milhão de vezes a capacidade de um cabo metálico. Conforme informações desses técnicos, ¿a rede existente poderia atender toda a demanda existente no município de Santarém e Itaituba, nos municípios da região da Transamazônica e em todos os municípios por onde passa a linha de transmissão da energia elétrica de Tucuruí. O cabo instalado pela Eletronorte, praticamente ocioso há treze anos, teria capacidade de prover todos os serviços de dados para a citada região, tanto para acesso à internet quanto para serviços de telecomunicações em geral como transmissão e recepção de sons e imagens¿. Hoje, a região oeste do Pará está imensamente prejudicada por falta de meios para transmissão de dados, principalmente para acesso à internet. As empresas sofrem com a lentidão de seus acessos e pelos elevados custos, já que a transmissão via satélite é extremamente lenta e cara. Muitas destas empresas não conseguem sequer ter um link dedicado, já que o mesmo chega a custar até dez vezes mais do que um link de igual capacidade, transmitido por fibra óptica. As grandes corporações que atuam na região também têm prejuízos e causam transtornos aos seus usuários por não possuírem alternativa a não ser o meio de transmissão de dados via satélite, como são os casos das operadoras de telefonia, provedores de internet, bancos comerciais e outros. Aqui no Pará tem o Projeto Cidades Digitais, celebrado entre o Governo do Estado do Pará e a Eletronorte, para uso de sua rede de fibra óptica, para interligar a região metropolitana de Belém com cidades do Sul e Oeste do Pará, através de uma infovia estadual a ser implantada, que se limita em utilizar a rede de fibra ótica apenas para a instalação de infocentros na rede pública do Estado e telecentros que seriam geridos por associações comunitárias, para possibilitar o acesso a pessoas carentes, ou seja, seria para uso exclusivo do Estado. Neste caso a grande massa da população continua de fora, sem poder ter acesso à transmissão de dados pela rede de fibra óptica. Assim toda a população continua ainda dependente das empresas de telefonia e provedores de internet através de acesso via satélite que é lenta e cara. Senhores o motivo desta solicitação ou informação tem como finalidade chamar a atenção dos órgãos responsáveis, principalmente do Ministério de Minas e Energia, ao qual se encontra vinculada a Eletronorte e da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), que regulamenta o setor, para que seja disponibilizado esse serviço para as empresas que operam na cidade de Itaituba e em todos os municípios da região oeste do Estado do Pará, possibilitando a interligação da região com o restante do país e do mundo por meio de cabos de fibra óptica, sem duvida se trata do sistema de transmissão mais eficientes e bem mais barato existente no planeta. Senhores sou habitante do município de Itaituba-Pará e o Linhão de Tucurui chegou aqui em 1999, trazendo consigo o cabo de fibra óptica, atualmente usado para internet apenas para os órgãos públicos. Já são quase 13 anos que chegou o futuro a nossa cidade, mas há 12 anos estamos no passado. Aqui em nossa cidade existe 3 provedores de internet que cobram valores absurdos por um acesso a internet de baixa qualidade. Itaituba é uma cidade com mais de 100.000 habitantes e as prestadoras de serviço de telefonia fixo não oferece serviço de acesso a internet. A telefonia móvel oferece serviço de internet porém com valores exorbitantes e com péssima qualidade. Atualmente se fala muito em inclusão digital, mas na verdade estamos já há 12 anos aguardando essa inclusão. O que falta para termos uma internet de qualidade em nosso município? Aqui já tem empresas de telefonia móvel e telefonia fixo, empresas que poderiam colocar em prática o plano nacional de banda larga. Em 2008, em Manaus, não havia nenhuma rede de fibras óticas, mas em 11 de fevereiro de 2011 foi inaugurada a primeira rede de fibra óticas a alcançar a capital amazonense. Sabemos que essa linha, da Oi, foi uma das contrapartidas impostas pela Anatel em 2008 à empresa pela compra da Brasil Telecom. Diante disso, pergunto porque não temos os mesmos direitos? Será porque Itaituba não é uma capital, ou isso se dá puramente pelos descasos do governo às cidades do interior do Brasil. É um absurdo essa situação, há 13 anos uma linha de fibra óptica passa em nossa cidade, mas a população não tem o direito de usufruir dessa tecnologia. Diante dos fatos mencionados acima, peço humildemente que apure essa situação. Sem mais para o momento, coloco-me à disposição para eventuais esclarecimentos. Ezequiel -------- -- Brito End: ------------------------ TEL: --------------------

26/08/2011 15:03:05, Ezequiel Ferreria de Brito

INCLUSÃO DIGITAL

Bem colocado esse contexto do Ezequiel, sem mais o que dizer tambem agurdo o mesmo pra Uruará - Pa 44 mil abitantes, cidade visinha a Itaituba.

05/02/2012 17:04:41, Jose Selestino Trevisan Junior
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