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Enfim, juntos

"Sete meses após a decisão de adotar Lorena, conseguimos alcançar nosso primeiro objetivo. Deixamos a condição de padrinhos afetivos para nos tornar tutores legais dela. Lorena deixou de ficar conosco só aos finais de semana e feriados. Agora estamos juntos todos os dias, sem ter que passar pelo sofrimento da separação momentânea. Ela era minha filha do coração desde o primeiro dia em que a vi. Hoje é cada vez mais minha filha.

Lá no início de tudo nos disseram: 'adoção é uma gravidez de risco'. Hoje, posso afirmar isso. Nesses meses vivi emoções indescritíveis: angústias, alegrias, medo, insegurança, tudo o que um pai sente durante a gravidez da esposa. Tivemos provas de verdadeiros amigos, onde aprendemos a ouvir e contar sempre com eles. Do mais distante ao mais próximo, temos a mesma gratidão por vocês, amigos verdadeiros.

Conheci outros que até de louco me chamaram, onde no fundo tudo o que mostraram foi um preconceito ridículo. 'Vocês são malucos, criar um filho que não é seu, e ainda por cima que não é saudável?'. Para esses, o que tenho a dizer é: o que não é saudável é seu ­preconceito. Mágoas??? Com certeza tive, principalmente pela deficiência de algumas pessoas no trabalho.

Com a adoção, aprendi muita coisa que nunca pensei em aprender. Seria bacana que outras pessoas também se informassem sobre a adoção e sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Tenho certeza que sua vida vai mudar muito. Aconselho a todos os pretendentes: sejam chatos, perturbem mesmo, corram atrás e não desanimem jamais. A luta é árdua, desgastante, mas vale muito a pena."

Késio Alex, Cuiabá (MT)

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