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Adoção na Holanda

Crianças do orfanato Eternal Joy, na Índia: Holanda foi um dos principais destinos dos órfãos indianos até o fim dos anos 70 (Foto: Back 2 Back Ministeries)

Desde que as novas leis entraram em vigor, em 1955, dois terços das crianças adotadas na Holanda vieram de outros países. E, diferentemente dos anos 70, quando a maior parte das crianças adotadas vinha de países como Índia e Indonésia, hoje a China é o país mais popular na hora da escolha.

O que mais desestimula a adoção doméstica é a possibilidade legal de os verdadeiros pais reclamarem a guarda durante o primeiro ano. O medo da decepção e da dor da separação e as longas listas de espera são os fatores que levam os potenciais pais holandeses a procurarem por crianças estrangeiras. Outro problema é o tempo médio de duração do processo, de quatro anos a partir da primeira solicitação.

A maior parte do tempo — aproximadamente 29 meses — é gasta na espera pelo teste inicial. É exigido que os pais adotivos ­frequentem um curso, enquanto os candidatos acima de 42 anos passam por escrutínio especial.


Custo elevado

Outro problema para a adoção doméstica no país é o custo: os candidatos pagam cerca de 900 euros pelo curso e entre 7 mil e 14 mil euros ao advogado ou agência privada responsável por encontrar a criança, além das despesas de viagem e acomodação e das taxas. A escolha da criança fica totalmente a cargo dos advogados e agências privadas.

Por último, os limites de idade são rígidos. Pessoas com mais de 44 anos não podem adotar. Os candidatos com 41 anos podem adotar apenas crianças acima de 1 ano. De 42 a 45, somente crianças acima de 2 anos. Se o candidato completar 46 anos sem concluir o processo, também é impedido de adotar.

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