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Paraná tem experiência bem-sucedida com programa de acolhimento familiar

Do total de 170 crianças acolhidas na cidade de Cascavel, no Paraná,
115 estão com famílias acolhedoras  (Foto: Claiton Biaggi)

O promotor de Cascavel Luciano Machado de Souza afirma que a cidade paranaense tem tido sucesso na área de adoção graças à boa equipe interprofissional e, sobretudo, à adesão da população ao programa de acolhimento familiar, existente há seis anos. Hoje, são 170 crianças e adolescentes acolhidos, 115 deles com famílias acolhedoras. Cascavel possui cerca de 300 mil habitantes.

O diferencial do programa é permitir
convivência familiar para adolescentes
e grupos de irmãos, ressalta Souza
(Foto: Arquivo Pessoal)

Há o caso, por exemplo, de uma família que abriga, pelo programa, dez irmãos que estavam submetidos a trabalho infantil. “São famílias que recebem subvenção pública para manter sobretudo adolescentes, dando a eles a oportunidade de ter uma vida normal”, disse o promotor. De acordo com ele, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente conseguiu profissionalizar a equipe de atendimento, que orienta sobre qual é a melhor solução em relação ao ­acolhimento da criança.

A partir de dois anos de abrigo, a criança vai para família acolhedora. Souza afirma que o ­sistema tem funcionado bem para crianças maiores de 8 anos e grupo de irmãos. As famílias acolhedoras também são assistidas pela equipe interprofissional para que saibam lidar de modo equilibrado com os afetos envolvidos na relação com as crianças. Segundo o promotor, a convivência no programa não pode ser usada como argumento para preferência em caso de adoção.

Para o juiz Sérgio Kreuz, o modelo de acolhimento institucional está completamente superado. “Precisamos pensar nas crianças e adolescentes que não podem retornar às famílias naturais, que têm problemas de saúde ou já ‘cresceram demais’, o que inviabiliza a adoção, uma vez que não há pretendentes para eles. Estarão condenados a viver até a maioridade em abrigos? É uma situação extremamente cruel. O acolhimento familiar é muito mais humanizado, com tratamento individualizado, o que as instituições de acolhimento não podem oferecer”, avaliou o juiz.

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