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O 17º Encontro Nacional da Adoção

Encontro nacional de grupos de adoção, em Brasília, no ano passado: eles
querem participar mais da formulação de políticas (Foto: Valter Campanato/ABr)

Em junho do ano passado, Brasília sediou o 17º Encontro Nacional de Adoção. Participaram juízes, promotores, psicólogos, assistentes sociais, advogados, pais e filhos por adoção, além de voluntários dos grupos de adoção. À época, uma das reivindicações foi a realização de um diagnóstico nacional sobre os abrigos, para melhor identificar os problemas que impedem a reintegração familiar e a adoção no país. O Ministério do Desenvolvimento Social já dispõe do Levantamento Nacional de Crianças e Adolescentes em Serviços de Acolhimento Institucional e Familiar.

De acordo com a organizadora do encontro, Soraya Pereira, presidente da instituição Aconchego (DF), outra proposta dos grupos de apoio é ter direito a um assento no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), hoje composto por 28 membros, divididos paritariamente entre sociedade civil e governo. “Nossa proposta é uma ação conjunta de muita responsabilidade e de respeito pelo trabalho de todos”, disse Soraya.

A instituição dirigida por Soraya existe desde 1997 e promove uma série de ações e programas para ajudar na conscientização de pais, crianças e sociedade em geral. O Programa de Apadrinhamento Afetivo (PAA) permite às crianças e adolescentes abrigadas, e com poucas chances de adoção e reintegração familiar, construir e estabelecer laços afetivos com padrinhos, madrinhas e vínculos comunitários. Já o Programa Irmão Mais Velho envolve alunos e ex-alunos de ensino médio, estagiários de serviço social e psicologia e voluntários do Aconchego. O Projeto Adoção Tardia dá suporte psicológico às famílias — antes, durante e depois — para se adaptarem e superarem as dificuldades normalmente encontradas em adoções de crianças maiores de 3 anos.

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