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Adoção conjunta de irmãos

A preferência pela adoção conjunta de irmãos não é
regra absoluta. Eles podem ser separados e manter
contato (Foto: Marcello Casal Jr/ABr)

Outra crítica muito frequente à lei é a preferência para a adoção conjunta de irmãos. De acordo com a legislação, grupos de irmãos devem ser colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais.

A presidente do grupo de apoio à adoção De Volta pra Casa, Sandra Amaral, conta que não é raro uma criança mais nova não ser adotada porque tem irmãos mais velhos. “Essas crianças, às vezes, podem ser separadas e podem manter o amor uma pela outra. É possível promover encontros entre elas. Hoje a adoção é muito aberta”, afirma.

O senador Magno Malta adotou uma menina, que tinha três irmãs. Segundo ele, a adoção demorou ­porque o juiz insistiu para que as quatro crianças fossem adotadas por um casal italiano. “Ao me entregar a criança, ele disse que elas deixavam de ser irmãs, que não poderiam mais se ver. Mas por quê?”, questionou o senador.

O juiz Sérgio Kreuz ressalta que a regra não é absoluta. Para ele, há sempre situações em que a separação é inevitável. Kreuz considera que não se pode aguardar por anos a colocação conjunta de grupos de irmãos numerosos. Mesmo assim, é preciso fazer um esforço para que os irmãos possam manter, entre si, os laços de afetividade. “Por isso, a importância de escolher adotantes que morem próximos, tenham afinidades ou sejam conhecidos, sempre pensando no interesse das crianças e não só no dos adultos”, justifica.

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