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Frente Parlamentar pela Adoção

Reunião da Frente Parlamentar pela Adoção, no Congresso:
esforço para aperfeiçoar a legislação (Foto: Leonardo Prado/CD)

Considerada um avanço e com lugar garantido entre as melhores do mundo, a lei brasileira de adoção ainda carece de melhorias. Essa é a opinião dos especialistas e grupos de adoção ouvidos pela Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) e também de dezenas de parlamentares que se juntaram na Frente Parlamentar Mista Intersetorial em Defesa das Políticas de Adoção e da Convivência Familiar e Comunitária, ou simplesmente Frente pela Adoção, para discutir as ­mudanças que precisam ser feitas.

Lançada em junho de 2011 por iniciativa de Aécio Neves (PSDB–MG) e Lindbergh Farias (PT–RJ) e dos deputados Gabriel Chalita (PMDB-SP), Alessandro Molon (PT-¿RJ) e Reguffe (PDT-DF), a frente acredita que a realidade social ainda está muito distante de proporcionar oportunidades iguais para as crianças e adolescentes.

De acordo com os criadores, a frente é intersetorial porque convida entidades civis, especialistas no tema, ONGs e órgãos públicos a discutir as políticas e ações relacionadas à adoção. Os parlamentares trabalham para organizar uma agenda de seminários técnicos nas capitais para subsidiar mais diretamente as ações legislativas.

“É fundamental envolver a ­sociedade civil na luta pela adoção e o primeiro caminho é buscar aliados que já têm algum envolvimento com a questão, inclusive frentes ou grupos já articulados nas assembleias legislativas. Temos que somar forças, partilhar ideias e experiências para lutar contra o preconceito que ainda ronda essa questão”, afirmou ­Aécio Neves, no lançamento da frente.

Lindbergh Farias ressaltou a importância de mobilizar a sociedade para a adoção de crianças maiores de 5 anos, apontou a necessidade de campanhas publicitárias com o enfoque e também pediu o apoio da imprensa no esforço. O objetivo, segundo o senador, é “levar mais ­informação aos brasileiros a ­respeito do tema”.


Preconceito

Vencer os preconceitos que envolvem a adoção de crianças e adolescentes no Brasil. Essa é outra das metas traçadas pela frente. “Queremos mostrar para as pessoas que é preciso vencer preconceitos. Há iniciativas que o Congresso pode tomar no campo da adoção e acho que vamos apresentar um resultado satisfatório, em pouco ­tempo”, disse Aécio.

A frente deverá buscar parcerias com empresas de ­comunicação e publicidade para criar uma campanha nacional sobre o assunto. Segundo o senador mineiro, esse será um dos focos principais do trabalho dos parlamentares.

“Queremos fazer uma ação mobilizadora. Existe certo preconceito em relação à adoção de crianças a partir de certa faixa etária. Queremos nos comunicar com a sociedade, mostrar para as pessoas que é preciso vencer esse preconceito com essas crianças acima de 3 ou 4 anos de idade, que têm uma dificuldade enorme de serem ­adotadas”, afirmou o ­senador.

A frente construiu um site na internet para divulgar informações sobre a legislação de adoção e promover maior interação com a sociedade sobre a política de adoção (www.frentepelaadocao.com.br). “É mais uma etapa que vai possibilitar que as pessoas tirem suas dúvidas, se entusiasmem com os processos de adoção, apresentem sugestões ao poder público. Não há nada no Brasil que possa avançar sem a internet, sem redes sociais. Apresentamos um espaço para o debate, para a superação de incompreensões e até mesmo de alguns preconceitos”, explicou Aécio.

28/05/2013 23:39:10 PL 2.966/2011
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