Eduardo Braga quer tratamento diferenciado para o Amazonas

29/10/2010 10:09:28

Eduardo Braga (PMDB-AM)Eleito para o Senado após dois mandatos consecutivos como governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB-AM) traz para o parlamento a bandeira do desenvolvimento sustentável e da integração regional, com prioridade para seu estado. Segundo ele, o Amazonas precisa ser tratado de forma diferenciada pelo governo federal, já que apresenta peculiaridades em relação aos demais entes da federação.

- O Amazonas precisa ser integrado ao desenvolvimento regional e primar por uma gestão voltada aos aspectos econômicos, sociais e ambientais. Educação, saúde e infraestrutura são temas absolutamente centrais para preparar a Amazônia para o futuro - ressaltou ele, que assume uma das 81 cadeiras no Senado a partir de 1º de fevereiro.

Como governador, Braga diz ter conseguido implantar todos os programas que havia planejado para o Amazonas, a exemplo da escola em tempo integral e doBolsa Floresta, uma espécie de compensação financeira a empresários e proprietários de terras que se dispuserem a reduzir o desmatamento. Agora, no Senado, sua missão, segundo ressalta, será ampliar esses programas, aumentando os recursos destinados a eles.

Desigualdade

Para que o governo federal trate a Amazônia de forma diferenciada, é preciso, segundo Braga, acrescentar uma espécie de "fator amazônico" na soma dos recursos que devem ser repassados à região.

- Temos um custo adicional e diferenciado em relação aos outros estados. Uma cirurgia de apêndice pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Amazonas, por exemplo, tem custos adicionais em relação a São Paulo, mas recebe os mesmos recursos. Não podemos tratar questões desiguais de forma igual - afirma Braga, que pretende apresentar projeto criando o "fator amazônico" para alguns temas nacionais.

Como justificativa ele argumenta que, ao contrário do que muitos pensam, os problemas específicos da região Amazônica, que envolve nove estados, trazem reflexo para todo o Brasil. Cita, como exemplo, a questão da segurança nas fronteiras para impedir a entrada de drogas no Brasil.

- As drogas que entram pelo Amazonas vão para o Sul também. Portanto, trata-se de um problema nacional - frisa.

O caminho para fortalecer as propostas que visam dar prioridade à Amazônia em relação a outros estados é, segundo o futuro senador, trabalhar alguns temas em conjunto com a bancada de senadores que representam os nove estados que compõem a região como um todo.

Valéria Castanho / Agência Senado