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Como um dos três representantes de São Paulo no Senado Federal, Romeu Tuma sempre se comportou à altura da representação. Nasceu na capital desse Estado e sabe que o bom desempenho econômico nacional está vinculado ao trabalho do povo paulista. Veja o resumo histórico abaixo.
 

Cortado pelo Trópico de Capricórnio, na Região Sudeste do Brasil, São Paulo é o Estado com a maior produção econômica, a maior população e o maior parque industrial do País. A capital, São Paulo, uma das cidades mais importantes da América Latina, possui intensa vida cultural e artística.

Na Avenida Paulista, um dos símbolos da cidade e que no passado abrigou os casarões dos barões do café, está o maior centro financeiro do País. Grande parte da indústria paulista concentra-se na região metropolitana de São Paulo. No interior, cidades como Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto e Araçatuba destacam-se na agropecuária e na agroindústria.


Essa riqueza e a grande população fazem com que o Estado tenha um amplo movimento turístico interno. As atrações vão de Campos do Jordão, estância de inverno na Serra da Mantiqueira, às belas praias emolduradas pela mata atlântica.


No litoral sul, a Estação Ecológica Juréia-Itatins, entre Peruíbe e Iguape, conserva ecossistemas como restingas, manguezais, fauna e flora diversificadas. No Vale do Ribeira, no extremo sul do Estado, além da ilha do Cardoso, importante área de preservação, está o Parque Estadual do Alto Ribeira (Petar), com a maior formação de cavernas do território.


Fatos históricos

Ao fundar São Vicente – primeira vila das Américas com Câmara de Vereadores e Fórum – em 1532, Martim Afonso de Souza dá início ao povoamento da região e à colonização portuguesa no Brasil. Ali já se encontravam, há pelo menos 10 anos, alguns precursores lusitanos, como o náufrago João Ramalho e o degredado religioso conhecido por “Bacharel”. Viviam com os índios e mantinham benfeitorias, como dois estaleiros para a construção de bergantins e realizar reparos em naus e caravelas européias que ali aportassem.

Poucos anos depois da fundação, guiados e apoiados por João Ramalho e seu sogro, o cacique Tibiriçá, os colonizadores sobem do litoral para o planalto e fundam outros povoados, entre eles o de São Paulo de Piratininga, em 1554. A produção e a exportação de açúcar não têm grande desenvolvimento, por isso crescem outros cultivos, como o de mandioca e o de milho, além da criação de gado.

Nas primeiras décadas do século XVII, os paulistas avançam pelo sertão em busca de minas de ouro e de trabalho escravo indígena. São as Entradas, em seguida transformadas em Bandeiras, que acabaram pondo abaixo os limites territoriais impostos pela Espanha a Portugal através do Tratado de Tordesilhas.

Na última década daquele século, os bandeirantes descobrem ouro na região de Minas Gerais. Após o choque com os emboabas, encontram minas de ouro também em Goiás e Mato Grosso nas décadas de 1720 e 1730. Por onde passam, fundam vilas que iriam transformar-se em cidades. Essa intensa atividade dos bandeirantes contribui para a expansão territorial. Mas, daí por diante, devido à dispersão de seus filhos por muitos rincões brasileiros, a capitania de São Paulo atravessa um longo período de estagnação e declínio.

A província só volta ao primeiro plano da vida nacional com a rápida expansão cafeeira, a partir da segunda metade do século XIX. Depois de ocupar o Vale do Paraíba, vindo do Rio de Janeiro, o café espalha-se por todo o interior paulista. A mão-de-obra escrava de origem principalmente africana é substituída por milhares de imigrantes - portugueses, italianos, espanhóis, eslavos e japoneses.

Exportado para a Europa e para os Estados Unidos pelo Porto de Santos, o café impulsiona, ainda, a construção de modernas ferrovias e usinas hidrelétricas. A riqueza proveniente dos cafezais e de uma incipiente indústria sustenta a liderança paulista sobre o movimento republicano e sobre a própria República, no seu primeiro período.

Mas, a opção pela defesa intransigente do café diante da quebra da bolsa de Nova Iorque provoca o rom pimento dos acordos entre as oligarquias tradicionais, especialmente a política do "café-com-leite" entre São Paulo e Minas, e acaba por levar à revolução de 1930.

Riqueza e pobreza

São Paulo tenta reagir ao centralismo da Era Vargas, na Revolução Constitucionalista de 1932. É derrotado no campo de batalha, mas continua sendo o pólo econômico de maior potencial do País. Torna-se a vanguarda da industrialização e da modernização brasileiras. Vê também, no campo político, a vitória da tese constitucionalista
motivadora de Revolução de 32.

Paralelamente à expansão agrícola (café, cana-de-açúcar, soja, milho, feijão, trigo, banana, laranja) o Estado tem extraordinário desenvolvimento industrial. Crescem a industria de transformação (aço, cimento, máquinas e componentes etc.), assim como as indústrias de bens de consumo (tecidos, alimentos, remédios, higiene e limpeza) e bens duráveis (automóveis e eletrodomésticos). Canalizando o grande fluxo de investimentos das multinacionais norte-americanas e européias e as intensas correntes migratórias internas, São Paulo aumenta rápida e enormemente a população, diversifica a estrutura social e consolida a força econômica. Responde hoje por mais de 30% do PIB nacional.

Todavia, como em outras metrópoles brasileiras, a riqueza e a pobreza ainda convivem lado a lado porque a infra-estrutura urbana anda a reboque da demanda social de transporte, saúde, moradia e educação. A região metropolitana de São Paulo continua a ser o maior pólo de atração de brasileiros e estrangeiros em busca de oportunidade para desenvolver-se e melhorar as próprias condições de vida. Mas, o Estado possui 645 municípios e o seu Interior também está pontilhado de cidades com índices de qualidade de vida comparáveis aos dos países mais desenvolvidos.

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