Biografia

Perfil do Senador Mário Couto (PSDB-PA)

Eleito com 1.456.587 de votos no Pará, que correspondeu a 51,87% dos votos válidos no Estado, o tucano Mário Couto assumiu o Senado Federal em 2007, pela primeira vez, já com uma marca histórica: foi o senador com o maior número de votos em todas as eleições no Pará, superando até mesmo a votação dos principais candidatos ao Governo do Estado.

Na disputa com outros quatro candidatos ao Senado, Mário Couto venceu em 133 dos 143 municípios paraenses, ficando à frente com uma expressiva margem de diferença para o segundo candidato melhor votado para o Senado, que recebeu 888.687 votos (31,35%). Em 15 dos 133 municípios, o tucano recebeu mais de 70% dos votos válidos, com destaque para Anajás, onde foi registrada a maior votação em Mário Couto. Ali, ele teve 86,57% dos votos válidos.

Em outros 89 municípios, o índice de votação em Mário Couto variou entre 50% e 69,99%. Na capital paraense, Belém, a performance do tucano nas urnas também teve um grande destaque. Entre 792.432 votos válidos computados, Mário Couto alcançou o índice de 45,55%, ao receber 289.809 votos.

Nascido na Vila de Salvaterra – já emancipada -, no município de Soure, na Ilha do Marajó, em 14 de janeiro de 1946, Mário Couto é formado em Administração pela Universidade Federal do Pará (UFPA). É casado e tem 6 filhos. Começou sua carreira política como deputado estadual, em 1990, elegendo-se pelo PDS, no qual permaneceu por três anos. Em 1993, rumou para o PMDB e, em 1997, para o PSDB, onde permanece até hoje. Cumpriu quatro mandatos na Assembléia Legislativa do Pará, ininterruptamente, destacando-se como um dos parlamentares mais assíduos daquele Poder.

Na ALEPA, foi líder de partido e do Governo. Em 2003, durante o Governo do tucano Almir Gabriel, foi eleito chefe do Legislativo, para um mandato de dois anos. Na bagagem, dados expressivos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que indicaram que nas eleições gerais de 2002, nas urnas, Mário Couto teve desempenho acima da média em 61 dos 143 municípios paraenses.

À frente do Legislativo Estadual paraense, Mário Couto surpreendeu tanto os deputados de oposição quanto os da situação. O líder governista que esbravejava da tribuna da Casa a cada crítica da bancada oposicionista, formada à época pelo PT e PC do B, revelou-se um diplomata, um conciliador, ganhando o respeito de todos os 41 deputados que compõem a ALEPA. Resultado: em 2005, Mário Couto foi reconduzido à presidência da ALEPA numa das eleições mais tranqüilas da Casa.

Durante o tempo em que presidiu o Legislativo, o tucano raramente usou o Regimento Interno para apaziguar os ânimos nas sessões plenárias, fazendo com que prevalecesse o respeito à democracia; tratou igualitariamente todas as bancadas, sem promover qualquer tipo de perseguição aos deputados e deputadas; e manteve um relacionamento fraterno e respeitoso com os servidores do Legislativo, concedendo à categoria dois reajustes salariais, aumento no vale-alimentação – o valor estava em R$ 400,00, quando Mário Couto entregou o cargo de presidente - e atendendo a uma das mais antigas reivindicações dos funcionários do Legislativo Estadual: convênio de saúde particular para a categoria.

No Senado, Mário Couto chegou com a firme disposição de contribuir para acabar com as desigualdades regionais e lutar, para tirar do papel, pelo menos quatro obras estratégicas para o desenvolvimento do Pará: a conclusão das eclusas de Tucuruí, da rodovia Transamazônica (BR-230), da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163) e a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Essas obras estão previstas no Plano de Aceleração do Desenvolvimento (PAC) do Governo Federal, anunciado em janeiro de 2007 e que prevê investimento de R$ 50,9 bilhões na região Norte, até o ano de 2010. Mas antes mesmo do PAC tais obras já eram bandeiras do senador paraense.

Ainda no Senado, conforme compromisso de campanha, Mário Couto planeja desenvolver projetos voltados, por exemplo, para a juventude, para a mulher e para a geração de emprego e renda. No campo macro, a atenção dele estará redobrada para a Amazônia, especialmente para o Pará. Outra bandeira do senador é a conclusão da unidade infantil do Hospital Sarah Kubitschek, em Belém, cujas obras, apesar de quase concluídas, estão paradas.

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