

|
|||
"Deve, o político - como aprendi com o padre Lebret - procurar andar mais depressa que os acontecimentos, ver com antecipação e realidade e agir prontamente sobre a causa dos problemas"
( Marco Maciel )
Em 1982, os pernambucanos fizeram de Marco Maciel seu representante no Senado Federal. O ex-deputado e ex-governador voltava a Brasília para mais uma etapa na sua luta pelo desenvolvimento econômico e social, e pelo aperfeiçoamento institucional do País através das chamadas reformas políticas. Nesse ano, haviam sido restauradas as eleições diretas, salvo para presidente da República. Desde 1º de janeiro de 1979 já não vigoravam os atos institucionais. Rejeitada a emenda que restabelecia a escolha popular do presidente, mantendo-a no colégio eleitoral composto dos deputados e senadores e dos delegados das Assembléias legislativas, só um grande acordo político permitiria a escolha de um candidato comprometido com a plenitude democrática no Brasil.
Estabelecido o consenso quanto ao nome de Tancredo Neves, à época governador de Minas Gerais, coube a Marco Maciel e ao vice-presidente Aureliano Chaves, pela dissidência do PDS e ao deputado Ulysses Guimarães e o próprio Tancredo Neves, pelo PMDB, assinarem o "Compromisso com a Nação", texto constitutivo da "Aliança Democrática", que permitiu a transição pacífica do poder militar para o poder civil e, depois, a convocação da Constituinte, da qual brotou a Constituição de 1988.
Pela segunda vez, o então senador Marco Maciel desempenhava o relevante papel que lhe coube exercer nas duas fases decisivas para a democracia brasileira, inscrevendo, de forma definitiva, seu nome nos anais da história política contemporânea do Brasil.