Senado pode limitar propaganda de bebida

 

Jornal do Senado, 17/03/08


A publicidade praticada hoje incentiva o consumo de bebidas alcoólicas e de remédios, o que justificaria a adoção de medidas para regulamentar o setor, na opinião dos senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Cristovam Buarque (PDT-DF). Eles se manifestaram em audiência das comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Por outro lado, representantes da iniciativa privada disseram que o mais adequado é a auto-regulamentação do setor. Foi o caso do vice-presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, Walter Ceneviva, do assessor da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) Stalimir Vieira e do vice-presidente da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), Rafael Sampaio. Mas Inácio Arruda argumentou que a auto-regulamentação não se aplicaria ao Brasil devido à cultura das empresas que buscam "tirar o máximo de proveito em cada situação", o que justificaria a adoção de medidas restritivas. O correto, para ele, seria banir a propaganda de bebidas associada a esportes e eventos musicais. - Crianças começam a beber cada vez mais cedo. É só impacto da propaganda? Não, mas é também fruto da publicidade - afirmou a gerente de Fiscalização de Propaganda da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Maria José Fagundes. A propaganda de bebidas alcoólicas e de remédios poderá ser proibida, caso os senadores aprovem o PLS 86/06, de Marcelo Crivella (PRB-RJ), que deverá ser votado com outras 13 propostas que tratam do tema e tramitam em conjunto na CCT. O relator é Romero Jucá (PMDB-RR).

 

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