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Jornal
do Senado, 14/02/08
Toda publicidade que
contiver referência a pagamento parcelado ou a financiamento deverá
informar os encargos financeiros a serem pagos pelo consumidor. É
o que determina projeto de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT),
que recebeu ontem parecer favorável da Comissão de Ciência,
Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática
(CCT). Entre os dados que deverão ser informados aos consumidores,
segundo o Projeto de Lei 293/07, estão a taxa mensal de juros,
o número e o valor das prestações, o montante do
preço a prazo e o preço a vista. Os caracteres usados pela
publicidade "não poderão dificultar a leitura e a compreensão
de seu sentido e alcance pelos consumidores". O projeto, que teve
como relator na CCT o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), será examinado,
em decisão terminativa, pela Comissão de Meio Ambiente,
Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Crivella
observou que no Brasil se praticam as taxas de juros mais altas do mundo.
Por sua vez, o senador Flávio Arns (PT-PR) lamentou que a agiotagem
se tenha tornado "oficial" no país. Eficiência
energética A comissão aprovou ainda parecer favorável
ao Projeto de Lei 220/07, de Renato Casagrande (PSB-ES), que modifica
o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) para tornar obrigatória
a divulgação, pelos fabricantes, de informações
sobre a eficiência e o consumo energéticos de seus produtos.
Esse projeto também teve Crivella como relator e será analisado
em decisão terminativa pela CMA. Na opinião de Crivella,
a divulgação de informações sobre a eficiência
e o consumo energéticos contribuirá para um consumo "mais
racional" de energia no país, uma vez que os fornecedores
"tenderão a fabricar produtos que consumam cada vez menos
energia". Ao apoiar a proposta, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) lembrou
que muitos consumidores acabam comprando produtos que gastam mais energia
apenas por falta de informação. Crime na internet Azeredo
foi o relator de outro projeto que obteve parecer favorável da
CCT - o PLS 398/07, de Expedito Júnior (PR-RO), que prevê
o aumento de pena para crimes contra a honra utilizando a internet. A
proposição, que será ainda examinada em decisão
terminativa pela Comissão de Constituição, Justiça
e Cidadania (CCJ), estabelece o aumento de um terço da pena dos
crimes de calúnia, difamação e injúria que
tenham sido praticados por meio da rede eletrônica mundial. Dois
requerimentos foram aprovados pela comissão. O primeiro, de Romeu
Tuma (PTB-SP), solicita audiência pública sobre o tema "Os
Radiodifusores e a TV Digital: desafios e perspectivas do processo de
migração". O segundo, de Marcelo Crivella, pede audiência
para debater a implementação do programa de biodiesel urbano
no país. A comissão acolheu ainda, em decisão terminativa,
15 projetos de decreto legislativo que autorizam o funcionamento de emissoras
de rádio.
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