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Jornal
do Senado, 07/04/08
Bancada
fluminense aponta soluções e diz que é essencial
a união de todos para enfrentar e vencer a epidemia
A epidemia de dengue que atinge o Rio de Janeiro levou os três senadores
do estado a discutir com o ministro da Saúde, José Gomes
Temporão, o que os parlamentares podem fazer para ajudar a debelar
a crise. Na opinião do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), é
preciso intensificar as ações dos agentes comunitários
que hoje trabalham para eliminar os focos da doença e informar
a população. Ele também mencionou o apelo feito pelos
senadores - "uma ação política" - para
que a prefeitura abra os postos de saúde 24 horas por dia, inclusive
nos finais de semana, para o tratamento dos doentes, medida que foi determinada
pela Justiça Federal na última quarta-feira. . - É
preciso unir forças para que esses postos fiquem abertos - afirmou.
O senador argumenta que se o atendimento não é prestado,
por exemplo, a uma criança que vai a um posto de saúde apresentando
sintomas da doença às 20h, o quadro pode ser agravado durante
a noite e evoluir para uma hemorragia. - No dia seguinte já pode
ser tarde. E para salvar uma criança dessa doença é
preciso a doação de sangue de sete pessoas - assinalou.
De acordo com Crivella, a falta de saúde básica no município
do Rio de Janeiro é o grande culpado pela situação
atual. O Programa de Saúde da Família, informou, cobre apenas
5% do estado. - Temos que elevar esse atendimento para 60%, 70%. Precisamos
ter médicos que tenham contato com as famílias. Nas comunidades
carentes e na Baixada Fluminense, essa providência é fundamental
- defendeu. Francisco Dornelles (PP-RJ) lembrou que, se há carência
de pediatras no Rio de Janeiro, será muito importante o papel que
os senadores podem desempenhar apelando às secretarias de Saúde
de seus estados para que enviem esses médicos ao Rio de Janeiro
para ajudar no tratamento dos doentes. Dornelles argumentou que se o clima
do Rio de Janeiro ajuda na rápida disseminação do
mosquito, mais uma razão para que as medidas preventivas sejam
tomadas de forma permanente. - Vivemos hoje a conseqüência
de decisões erradas tomadas no passado - lamentou. O senador Paulo
Duque (PMDB-RJ) defendeu o atendimento adequado da população
vítima da dengue e comemorou a cooperação oferecida
pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, que colocou
à disposição do governo estadual e municipal 1.800
leitos dos cinco hospitais que existem no estado. Para Duque, não
é possível dizer com certeza absoluta quais os culpados
pela epidemia, mas ele acredita que, com todos os esforços já
feitos, o número de vítimas irá cair em breve e que
"o pior já passou".
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