|
Marcelo
Crivella
E mata mais no verão, quando o calor e umidade são maiores.
O mosquito, segundo a ciência, é dos seres mais antigos na
terra. No caso do aedes, ele carrega os vírus da dengue - são
quatro tipos - no sangue e ao picar uma pessoa passa a doença.
Como há milênios, costuma atacar na região do cotovelo
e nos dificulta a defesa. No Rio de Janeiro os números assustam.
Até novembro foram 57.112 vítimas, das quais 37% na capital.
A forma mais eficiente de combater a doença é recolher materiais
e evitar locais que sirvam de criadouro para os mosquitos. Em água
limpa e parada eles proliferam rapidamente, dificultando o combate.
Um
lugar de risco são as lajes das moradias de nossas centenas de
populosas comunidades carentes. Após a chuva, pequenas poças
se formam e as pessoas não sabem que no teto da própria
casa cresce o mosquito. O "Projeto do Cimento Social", que estamos
realizando no Morro da Providência com a ajuda do Exército
Brasileiro, para ajudar as famílias a terminarem suas casas e terem
o título de posse, soluciona esse problema. Cada casa receberá
um telhado apropriado, que além de acabar com a
infiltração pela laje e formar um colchão de ar entre
as telhas e o teto, reduzindo o calor, elimina as poças onde os
mosquitos põem seus ovos. Precisamos agir para evitar que a doença
se espalhe. Não podemos esquecer: a dengue mata!
Publicado
em no Jornal Povo do Rio, em 16 de dezembro de 2007.
Imprimir

|