A eleição para vice-prefeito de
Belo Horizonte, na chapa de Pimenta da Veiga, em 1988, foi a primeira
vitória eleitoral de Eduardo Azeredo.
Pimenta convidou Azeredo pela tradição política
de sua família, especialmente pela atuação de seu
pai Renato, e ainda por ter conduzido uma bem sucedida administração à frente
da PRODEMGE.
Pimenta e Azeredo conseguiram formar uma coligação unindo
PSDB, PFL, PDT, PL, PCB e PC do B.
A campanha transcorreu com muito entusiasmo e a vitória sobre
o candidato do PT foi uma grande estréia do PSDB no Estado.
Durante todo o primeiro e parte do segundo ano do mandato de Pimenta, Azeredo portou-se como um vice clássico. Atuava discretamente
e estava à vontade no papel de presidente da PRODABEL, a empresa
de processamento de dados do município. Seu perfil técnico-profissional
encaixava-se com exatidão nesse papel.
Em abril de 1990, com a desincompatibilização de Pimenta
da Veiga para disputar o Governo do Estado, Azeredo assumiu a Prefeitura
de Belo Horizonte. Com um estilo moderno deu continuidade ao programa
da administração e inovou em vários setores.
“
Sou um prefeito-síndico”, costumava dizer, para explicar
que sua administração era o somatório de ações
diárias, com obras que melhorassem o dia-a-dia da população,
garantindo-lhe melhor nível de vida. O carinho e zelo permanentes
com a cidade foram destaques inquestionáveis.
A principal marca de sua atuação na PBH foi a preocupação
com o aperfeiçoamento e a modernização dos mecanismos
administrativos.
Ele informatizou a administração, dando-lhe um caráter
mais técnico com a implantação do geoprocessamento,
pelo qual instalou em computador o mapa real de todo o município.
A eficiência dos serviços municipais, a valorização
das normas (chegou a multar o seu partido por ter colocado faixas nas
ruas) e o acompanhamento minucioso e pessoal das tarefas diárias
eram suas preocupações constantes. Delegava autoridade,
repartia decisões, mas era um “cobrador” severo.
Suas prioridades foram a Educação e a Saúde. Durante
sua administração, houve um acréscimo de 40% nas
vagas das escolas municipais; os professores da rede municipal passaram
a ter um dos melhores salários do Brasil, na época; foram
criadas escolas de ensino especial; o hospital Odilon Behrens foi transformado
em pronto-socorro e dotado de CTIs para crianças, passando a atender
toda a população; o número de postos de saúde
duplicou, espalhando-se por todas as regiões da cidade. Além
disso, criou a Fundação Zoobotânica e vários
parques; realizou importantes obras viárias (inclusive diversas
avenidas sanitárias e a urbanização de vilas e favelas);
reformou e reativou o restaurante popular; inovou nas parcerias com a
comunidade, iniciando a implementação de projetos premiados,
como o de cooperativas de catadores de papel e os convênios com
a iniciativa privada para manutenção de parques e jardins
da capital.
Ao final do mandato, selecionou e catalogou toda a documentação
referente à sua administração e repassou-a ao Arquivo
Público Municipal, órgão criado por ele para preservar
a memória da cidade. Antes de deixar o cargo, preparou relatórios
minuciosos sobre a situação da Prefeitura.
O diagnóstico foi entregue a todos os candidatos que concorreram à PBH.
Foi a primeira vez que isso aconteceu na história política
da capital mineira, proporcionando aos candidatos uma visão nítida
e global da situação da cidade e da Prefeitura. Azeredo deixou a PBH em 1º de janeiro de 1993 com a aprovação
de 82% da população da capital ao seu trabalho.