Eduardo
Azeredo sempre conviveu com
a política.
Seu pai Renato Azeredo foi um dos políticos mais tradicionais
e respeitados de Minas Gerais. A casa dos Azeredo era ponto de encontro
de líderes mineiros. Vem dessa época a convivência
próxima com Juscelino Kubitschek, Israel Pinheiro, Tancredo Neves,
José Maria Alkmim e outras personalidades da vida política.
Por meio desses relacionamentos o jovem Eduardo Azeredo começou
a colher as lições de ponderação e do equilíbrio,
do refletir para agir: uma de suas características mais importantes
e sempre presentes.
Eduardo Azeredo estudou no Colégio Estadual Central, de Belo Horizonte,
onde concluiu o segundo grau. Cursou Engenharia na Pontifícia
Universidade Católica de Minas Gerais. Durante esse período
iniciou sua atuação política como secretario do
diretório estudantil em 1969.
Especializou-se em Informática, iniciando sua carreira profissional
na IBM do Brasil, onde trabalhou 11 anos. O trabalho na IBM abriu-lhe
outros caminhos no mundo da tecnologia da informação. A
convite do então governador Tancredo Neves, dirigiu a PRODEMGE
- Empresa de Processamento de Dados de Minas Gerais, na qual permaneceu
até o fim do governo Hélio Garcia.
Depois foi superintendente da DATAMEC.
Como vice-prefeito de Pimenta da Veiga, ocupou a direção
da PRODABEL e, depois de deixar a Prefeitura de Belo Horizonte, presidiu
o SERPRO, a empresa de processamento de dados do governo federal.
Político
Eduardo Azeredo ajudou a fundar em Minas o PSDB -Partido da Social
Democracia Brasileira, ao qual permanece filiado.
Prefeito de Belo Horizonte e Governador do Estado de Minas Gerais,
Eduardo Azeredo ficou conhecido também pela marca de administrador
sério e eficiente. Durante sua gestão, na Prefeitura
de Belo Horizonte (1990/1992), a capital mineira foi classificada pela “Population
Crisis Commitee”, organismo credenciado junto à ONU, como
a 25a metrópole mundial com melhor qualidade de vida –fato
que mereceu destaque em matéria publicada pela revista "Time” internacional,
de 10 de dezembro de 1990. No Estado, durante sua administração
(1995/1998), Minas Gerais obteve o maior crescimento econômico,
se comparado aos demais estados do país, justamente pela política
empreendida, com sucesso, de atração de novos investimentos
empresariais.
Preocupado com a eficiência, na Prefeitura de Belo Horizonte,
informatizou a administração, dando-lhe caráter
também técnico. Priorizou a Saúde e Educação.
Na sua gestão, as vagas nas escolas municipais passaram de 115.000
para 167.000 e o número de postos de Saúde duplicou.
Como governador Eduardo Azeredo foi o que mais investiu em educação.
Aplicou em média, anualmente, 45% do orçamento, percentual
superior ao que determina a Constituição. O trabalho
de Azeredo foi reconhecido pela UNESCO, órgão das Nações
Unidas, que o premiou pelos projetos implementados nas áreas
de Educação e Cultura.
Ao sancionar a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, cumpriu
mais um compromisso assumido com os artistas mineiros. Também
na área de saúde, a administração de Eduardo
Azeredo serviu de modelo para outros estados e países.
A implantação dos Consórcios Municipais de Saúde
e a do Programa de Saúde da Família foram iniciativas
pioneiras, que promoveram a interiorização dos serviços
de saúde e resultaram em melhoria da qualidade de vida da população.
A Lei Robin Hood instituída na gestão de Azeredo beneficiou
os municípios mais carentes do Estado, em especial as regiões
do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas, que puderam investir em
obras e serviços, gerando mais empregos e renda para população.
A lei foi um passo histórico no combate à desigualdade
social.
Pelos seus reflexos na diminuição da mortalidade infantil,
a Lei Robin Hood proporcionou ao governo Eduardo
Azeredo o prêmio “Criança
e Paz” concedido pela Unicef (Fundo das Nações
Unidas para Criança e Adolescente). Também foi no governo Eduardo Azeredo que se criaram a Ouvidoria de Polícia, a Secretária
de Meio Ambiente, com o ICMS Ecológico, o PMC-Programa de Mobilização
de Comunidades, o Programa Microgerais. Também se ampliou a
eletrificação rural, foram construídas mais duas
usinas hidrelétricas (Miranda e Igarapava) e implantado o maior
programa de saneamento básico do país, o Prosam.
Nas eleições de 2002, Eduardo Azeredo foi eleito senador,
com 4.157.721 votos, a maior votação já conferida
a um candidato ao Senado em toda a história de Minas.
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