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ENTREVISTAS
Heráclito
Fortes fala à Rádio Senado sobre Comissão de
Infra-Estrutura
O presidente da Comissão de Serviços de
Infra-Estrutura, Heráclito Fortes, faz um balanço do ano de
2005 à frente da comissão, e sobre os principais projetos
que foram votados, como a aprovação da Agência Nacional de
Aviação Civil.
(clique
aqui para ouvir a entrevista para a Rádio Senado)
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José
Dirceu poderá vir ao Senado explicar mudanças na Infraero
O presidente da Comissão de Serviços de
Infra-Estrutura, Heráclito Fortes, em entrevista para a
Rádio Senado, afirma que o governo deve explicar com mais
clareza a proposta de transformar a Infraero numa empresa de
economista mista
(clique
aqui para ouvir a matéria da Rádio Senado)
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"Projeto
das PPPs só será produtivo para o País se
conseguir baratear o custo das obras", diz
Heráclito à Rádio Senado
A
criação da Agência Nacional de Aviação Civil é um dos
projetos que devem entrar na pauta da Comissão de
Infra-Estrutura neste ano. Além desse projeto, os senadores
devem tratar de projetos que tratam de transportes e obras públicas,
como as Parcerias Público Privadas (PPPs). O presidente da
Comissão, senador Heráclito Fortes, em entrevista para a
Rádio Senado, disse acreditar que o
acompanhamento do projeto das PPPs será o grande ponto da
comissão este ano.
(Clique
aqui para ouvir a entrevista na íntegra)
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Heráclito
Fortes afirma que o Piauí precisa de infra-estrutura para
crescer
O senador
Heráclito Fortes faz nesta entrevista um balanço de 2004, e
diz quais deveriam ser as prioridades para 2005.
Pergunta
- Qual o balanço que o senhor faz da atuação parlamentar em
2004?
Heráclito
Fortes - Foi um ano
em que tivemos que dividir nossa atuação parlamentar entre o
processo eleitoral nos municípios e o Congresso, onde nossa
principal batalha foi lutar pela liberação de verbas
represadas pelo governo. Gastamos boa parte do nosso tempo
alertando o governo, federal e estadual, sobre as falhas e as
omissões cometidas, procurando fazer uma oposição
responsável, sem comprometer os interesses maiores do País.
Pergunta
- O governo Lula saiu-se melhor neste segundo ano?
HF
- Não há como fazer uma avaliação positiva do governo, ao
fim deste ano. Ele paralisou o Congresso com Medidas
Provisórias. Programas fundamentais da área social, como o
Fome Zero, não saíram do lugar. Houve retenção das verbas
orçamentárias, prejudicando sobretudo os municípios. No
caso do Piauí e outros estados nordestinos, não houve o
devido atendimento aos flagelados das enchentes. O resultado,
vimos nas urnas, com o PT perdendo nos grandes centros e em
redutos petistas, como no ABC. O fato de o presidente Lula já
estar evitando determinados eventos, com medo das vaias que
começam a acontecer, mostra que as coisas não vão bem.
Pergunta
- Como o senhor avalia o resultado das eleições municipais?
HF
- O PFL foi largamente vitorioso no Piauí. Em nível
nacional, contamos também com a bela vitória do prefeito do
Rio, César Maia, que desponta como provável candidato a
Presidente da República.
Pergunta
- No plano estadual, como o senhor viu a administração de
Wellington. Dias?
HF
- O governador Wellington Dias completa seu segundo ano de
mandato sem cumprir as promessas de campanha. Ele é um homem
bem intencionado, mas não conseguiu corresponder às
expectativas que o Piauí depositou nele. Não facilita nada o
fato de o governo federal, com uma insensibilidade
inacreditável, ter dado as costas ao seu governo.
Pergunta
- Como recuperar o tempo perdido? Quais deveriam ser as
prioridades para 2005?
HF
- O governador Wellington Dias tem que levantar algumas
bandeiras em defesa do nosso Estado e eu apontaria algumas
delas: a construção do gasoduto - que é fundamental para
que possamos ter um parque industrial sólido - e da ferrovia
Transnordestina, em cuja primeira etapa será construído um
terminal na cidade de Eliseu Martins. Ela possibilitará o
escoamento da produção de grãos através dos portos de
Pecém (CE) e Suape (PE) e, numa segunda etapa, se ligará à
ferrovia Norte-Sul. Aí, sim, passaremos a contar com
infra-estrutura para o escoamento da produção e, com isso,
atrair investimentos. Como se vê, o Piauí é um estado que
está pedindo para crescer e só depende de um pequeno
estímulo por parte do governo. É importante dar continuidade
ao projeto de eletrificação rural, sobretudo nos Cerrados e
recuperar as estradas. Enfim, tocar os projetos, sair da
inércia.
Pergunta
- Diante disto, podem ser positivas as perspectivas para 2005?
HF
- Não são muito otimistas, pelo que se viu até agora, tanto
no plano estadual, como no federal. Não há grandes projetos
para serem executados e os que existem, como a transposição
do São Francisco, são de sucesso duvidoso e maturação
apenas a longo prazo. O Nordeste, para onde o governo tem
olhado tão pouco, precisa de ações mais imediatas. Temos
ainda a ressaltar que o governo federal tem mostrado uma
incrível capacidade de desunião, além de uma face muito
dada a pequenos atendimentos fisiológicos, com loteamento de
cargos em nome da chamada governabilidade.
Informativo
do Senador, em 06/01/2005
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Debate
da sucessão de 2006 terá início no momento oportuno
Sucessão
2006/O PFL não descarta a possibilidade de repetir a coligação
com o PSDB a exemplo da que fez nas eleições de 2002
Katya
DAngelles
Editoria
de Política do jornal Meio Norte
Embora
continue sendo o nome mais cotado pelo seu partido para
concorrer as eleições em 2006, o senador Heráclito Fortes
afirma que entre as lideranças do PFL ainda não há discussões
em torno de um nome. Segundo o senador, ainda não é tempo de
se falar nas próximas eleições, segundo ele qualquer diálogo
neste sentido seria precipitado.
Por
outro lado o senador acredita que o resultado das eleições
2004 para o PFL no Piauí, e a atual crise que vive a aliança
entre o PT e o PMDB vêm fortalecendo os partidos de oposição.
Heráclito não confirma, mas também não descarta a
possibilidade de uma coligação repetindo o que foi feito em
2002, entre o PFL e o PSDB na disputa de 2006.
Segundo
o senador, PFL e PSDB vêm sendo uma oposição muito mais
responsável do que foi o PT durante anos. Para o Piauí o
senador destaca a atuação da bancada na aprovação do
projeto da Transnordestina que ele considera um dos mais
importantes para o Estado.
MN
- Como o senhor avalia a posição do PFL como partido de
oposição dentro do senado? Há mais responsabilidade que a
oposição feita durante anos pelo PT?
Heráclito
- Não há termo de comparação entre a oposição que
fazemos hoje e a que o PT fez no passado. Hoje, temos uma
oposição responsável, que critica os erros, que fiscaliza,
mas que tem compromissos com o País, bem diferente daquela
que estávamos acostumados a ver, que jogava no quanto pior,
melhor. É só ver que todos os projetos importantes só foram
aprovados com a ajuda dos partidos de oposição.
MN
- Em nível estadual, qual tem sido a posição do PFL e a
participação do partido como oposição?
Heráclito
- Como em nível nacional, no Piauí o PFL também pratica uma
oposição responsável. Procuramos mostrar caminhos, ainda
que apontando os erros cometidos, porque o Piauí depende de
todos. A atuação firme, mas equilibrada, da nossa bancada
tem sido uma prova disso.
MN
- Quais as questões e processos de interesse do governo
federal que contaram com o apoio da bancada pefelista? E em
que questões o partido conseguiu barrar os interesses do
governo? Por quê?
Heráclito
- Foram vários. Sem a nossa ajuda, por exemplo, o governo não
teria conseguido destravar a pauta - trancada, diga-se de
passagem pelo excesso de Medidas Provisórias baixadas pelo
presidente Lula - e créditos importantes para várias áreas
da administração não teriam sido aprovados. Sem a intensa
participação da oposição, não teriam sido votadas as
reformas, que necessitam de quorum qualificado. Como no caso
da Previdência, que concordamos em votar depois que se chegou
a um acordo sobre a chamada PEC paralela que, infelizmente,
está parada na Câmara. Estamos votando matérias de
interesse do País, até porque várias delas eram teses e
propostas que vínhamos defendendo nos últimos oito ano e o
PT muitas vezes barrou. Ajudamos ainda a melhorar muitos
projetos, ou barrá-los quando estavam muito ruins. Dessa
forma, aperfeiçoamos consideravelmente o projeto da Parceria
Público-Privada, as chamadas PPPs. O projeto da Agência
Nacional do Audiovisual (Ancinav)também vem sendo melhorado,
depois que apontamos seu viés autoritário, da mesma forma
que o Conselho Federal de Jornalismo, que deve ser rejeitado.
MN
- Nestes dois anos de mandato qual a avaliação que o senador
faz da atuação da bancada piauiense no senado?
Heráclito
- A bancada do Piauí no Senado tem conseguido se destacar. E
acredito que é porque ela está sempre atenta e pronta para
defender os interesses do nosso Estado e do Brasil.
MN
- Que projetos tramitam hoje no Congresso e que são de
interesse do Piauí que deverão contar com uma força de união
da bancada piauiense como um todo?
Heráclito
- Há projetos importantes, sim, às vezes no Senado,
especificamente, às vezes no Congresso, o que requer atuação
das duas Casas. Entre eles, eu destaco o do gasoduto, para
cuja aprovação eu muito me empenhei, e o da Ferrovia
Transnordestina, que ligará os nossos cerrados aos portos de
Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco. Inclusive eu e os
senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Sérgio Guerra
(PSDB-PE) tivemos a oportunidade de tratar desse assunto com o
ex-ministro do Planejamento Guido Mantega, quando da visita
dos chineses ao Brasil, pois eles têm interesse em investir
no projeto, que estaria no âmbito das PPPs. Os projetos de créditos
extraordinários - como aquele que permitiu o pagamento dos
professores no final do semestre passado e que, sem a nossa
ajuda não teria sido aprovado - também são importantes.
MN
- O que o senhor apontaria como erro de campanha cometido em
2002 para o governo do Estado e que não poderia se repetir em
2006?
Heráclito
- Não é do meu temperamento ficar apontando os erros do
passado, até porque isso não modifica a realidade dos fatos.
Apenas observo o que se fez de errado e procuro lutar para que
o partido não cometa os mesmos erros no futuro.
MN
- Quais as chances do PFL do Piauí seguir a aliança que se
desenha em nível nacional com o PSDB, uma vez que os dois
partidos estão juntos na oposição?
Heráclito
- Ainda estamos um pouco distantes de 2006. Antecipar o debate
só cria conflito, gera ciúmes, não constrói. O debate da
sucessão de 2006 terá início no momento oportuno. Agora,
precisamos é trabalhar pelo Piauí. Se ficarmos nos dividindo
nessa questão, o prejudicado é o Estado e o povo não merece
isso.
MN
- De que forma o PFL do Piauí vai se articular na participação
das eleições em 2006? Este assunto já vem sendo debatido?
Heráclito
- A grande semente foi plantada nessas eleições de agora. O
PFL fez o maior número de prefeitos, participou do maior número
de coligações. Mostrou que continua sendo a maior força
individual no Estado. Além disso, vamos intensificar o esforço
de organização do partido em cada município, em todas as
regiões. E, é sempre bom lembrar, nada de salto alto. O que
precisamos é pensar no melhor para o Estado.
MN
- Qual a sua opinião sobre a aliança PT e PMDB? É possível
afirmar que ela se romperá ou o PMDB está mesmo tentando
valorizar seu passe?
Heráclito
- Só posso dizer, porém, que, em nível nacional, essa aliança
vai mal.
MN
- No Piauí esta aliança vem beneficiando o Estado? Por quê?
Heráclito
- O melhor é que o povo julgue.
Jornal
Meio Norte, em 21/11/2004
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"PFL vai continuar na
oposição", diz Heráclito Fortes em entrevista ao
jornal Meio Norte
Em entrevista concedida ao Jornal Meio Norte,
o senador Heráclito Fortes estimou que o PFL deverá eleger
65 prefeitos nas eleições municipais por sua coerência e
saber fazer oposição.
Meio Norte - Na sua análise
de conjuntura, o que as urnas devem mostrar nas eleições
municipais de 3 de outubro?
Heráclito
Fortes - O crescimento ou pelo menos a manutenção
das atuais bases, com forte tendência de ampliação, é
explicado pelo fato do PFL ser um partido altamente solidário
com suas bases. Eu, os deputados Mussa (Demes), Júlio César,
Leal Júnior, Wilson Brandão, Edson Ferreira, Fernando
Monteiro, Homero (Castelo Branco), todos, têm dado assistência
muito grande aos seus municípios. Isso vai promover um
fortalecimento muito grande do partido.
Meio Norte - Como estão
os candidatos que o sr. apóia, independente dos partidos?
Heráclito
Fortes - Eu tenho uma prioridade, que é o PFL, mas
não posso chutar o passado. Eu tenho alguns municípios onde
foi apoiado por duas alas ou todas as alas em minha campanha
pelo Senado. Eu tenho que ter muita cautela nessas questões.
O ideal é não subir em nenhum dos palanques. Em alguns
casos, infelizmente, não é possível por causa das circunstâncias
locais, mas na medida do possível não estou subindo em
palanques de confronto. Não posso esquecer a correção e a
lealdade de alguns amigos, que embora não sejam do PFL, me
trataram bem em 2002.
Meio Norte - A que o sr.
atribui o fortalecimento do PFL nestas eleições?
Heráclito
Fortes - A coerência. O PFL é um partido coerente
e que ao longo de sua existência pregou o mesmo,
diferentemente de partidos que quando estavam na oposição
prometiam e agora, ao assumir o governno, mudaram totalmente o
comportamento. O grande erro de alguns foi achar que o PFL não
estava preparado para ser oposição. Pelo contrário, o PFL
sabe ser oposição, está gostando de ser oposição e quer
continuar na oposição.
Meio Norte - Como o sr.
analisa a luta por recursos para o pagamento dos servidores públicos
federais, da qual o sr, teve participação na votação pelo
Senado?
Heráclito
Fortes - Eu vi e lamentei. Simplesmente, o
governador foi recebido juntamente com a deputada Flora Izabel
e o Palácio do Planalto prometeu o dinheiro e disse que tudo
estava resolvido. Induziram, inclusive, a deputada Flora de
que esses recursos não passariam pelo Congresso, mas na
verdade era um crédito. O que me assustou foi que após a
audiência o governador Wellington Dias foi ao plenário do
Senado. Ele me relatou que o crédito estava resolvido e que o
presidente tinha garantido, mas entre os créditos que seriam
votados naquela noite e não constava o 69 (dos recursos para
a Educação Básica). Foi quando eu tive a atitude de
solicitar a suspensão da sessão do Congresso até que fosse
resolvido. Imediatamente, a liderança telefonou para o Palácio
do Planalto, que é perto do Senado, e a assessoria trouxe o
crédito para ser votado.
Meio Norte - é uma solução
passageira?
Heráclito
Fortes - Vai resolver um problema imediato, mas o
que o Estado precisa é equilibrar sua defesa. Daqui a dois
meses o problema volta.
Jornal Meio Norte, em 20/09/2004
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Heráclito
Fortes diz que crime de pirataria só será combatido com
fiscalização permanente
Segundo
a Rádio Senado, o Brasil deixa de arrecadar o equivalente a
cerca de R$ 30 bilhões por ano em impostos, por causa dos
produtos falsificados. Para o senador Heráclito Fortes, o
crime de pirataria só será combatido com ações permanentes
de fiscalização.
(clique
aqui para ouvir a matéria da Rádio Senado na íntegra)
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Heráclito
Fortes diz que vazamento de informações da CPI do Banestado
pode ter saído de integrantes da Comissão
Em
matéria da Rádio Senado, o senador lembra que outros
órgãos tiveram acesso a informações privilegiadas da
Comissão Parlamentar de Inquérito Mista do Banestado, e
podem ser os responsáveis pelo vazamento de informações
sigilosas.
(clique
aqui para ouvir a matéria da Rádio Senado na íntegra)
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Bom
Dia Brasil: Governo tenta atrair senadores da oposição em
jantar na casa do ministro José Dirceu
José
Dirceu reservou a noite para uma política de boa vizinhança
com o PFL e o PSDB, que fazem oposição ao governo. O
objetivo do governo foi consolidar o apoio dos senadores que
estão insatisfeitos na oposição. O esforço se justifica:
dos 81 senadores, o Palácio do Planalto pode contar com o
voto de apenas 39. Vai precisar de muito mais do que isso para
aprovar as Parcerias Público-Privadas e o projeto de
biossegurança. A cúpula do PFL não gostou nem um pouco
dessa história de jantar. Nos bastidores, há quem torça até
por uma indigestão política. Mas a primeira reação do
partido foi tentar diminuir a importância do encontro.
"Evidentemente, esse é um encontro entre amigos, cada um
pode chamar quem quer para sua casa na hora que quer",
afirmou o senador Heráclito Fortes.
(clique
aqui para assistir a matéria do Bom Dia Brasil da TV Globo na íntegra)
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Senador
Heráclito Fortes pede punição a donos de hospitais
psiquiátricos interditados
Entrevistado
pela Rádio Senado sobre o anúncio do Ministério da Saúde
de que irá intervir em 10 hospitais psiquiátricos que foram
reprovados em questão de atendimento, Heráclito Fortes
afirma esperar que a intervenção não prejudique pacientes,
mas defende a punição de quem transforma doente mental em
máquina de ganhar dinheiro.
(clique
aqui para ouvir a matéria da Rádio Senado na íntegra)
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Governo
manobra e impede instalação de comissão para analisar a
Medida Provisória do presidente do Banco Central
Os
parlamentares da base de apoio do governo Lula não
compareceram à reunião marcada nesta quarta-feira, 18, e com
isso impossibilitaram a instalação da comissão especial que
analisará a MP que dá status de ministro ao presidente do
BC. O senador Heráclito Fortes considerou estranho o fato de
o governo editar uma medida polêmica e não querer discuti-la
no Congresso Nacional.
(clique
aqui para ouvir a matéria da Rádio Senado na íntegra)
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Heráclito Fortes diz que
denúncias contra Meirelles
podem ter origem no próprio governo
Senador
Heráclito Fortes, em matéria da Rádio Senado, fala sobre as
denúncias contra o presidente do Banco Central, Henrique
Meirelles, e afirma que existe um duto de vazamento de informações
que tem como origem o próprio governo Lula.
(clique
aqui para ouvir a matéria da Rádio Senado na íntegra)
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Clique
aqui para ouvir entrevista de Heráclito Fortes para a Rádio Senado
sobre a CPI do Banestado
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Jovem
Pan destaca críticas de Heráclito à convocação
extraordinária do Congresso
No
programa "Jornal da Manhã", o jornalista Joseval
Peixoto destacou as críticas feitas pelo senador Heráclito
Fortes à possibilidade de convocação extraordinária do
Congresso: “convocar no mês de julho o Congresso por 30
dias quando o processo eleitoral está iniciado e os
parlamentares estão nas suas bases não é uma atitude série”
disse Heráclito. Ramez Tebet concordou com Heráclito:
“convocar o Congresso extraordinário para votar que matérias?”.
Clique
aqui para ouvir a reportagem da Jovem Pan na íntegra
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“O PFL tem que fazer um casamento
com a humildade”
entrevista
de
Heráclito Fortes para o Jornal O Dia-Pi
Sérgio Fontenele
Editor de Política
O senador Heráclito Fortes (PFL), hoje uma das maiores lideranças políticas
do Piauí, é um vencedor. Impossível seria dizer o contrário. Com o processo
de autodestruição dos maiores expoentes do PFL piauiense, tomou o comando do
partido e é a única alternativa eleitoral para a sua legenda em 2006, quando
acontecerão as próximas eleições para governador do Estado. Um dos
integrantes do célebre “Clube do Poire”, a exclusiva confraria de amigos do
grande personagem Ulysses Guimarães, Fortes tem um currículo invejável.
Peemedebista histórico, foi prefeito de Teresina e, após romper com Wall
Ferraz, ingressou as fileiras do PFL, sendo eleito deputado federal e,
surpreendentemente, o senador mais votado nas eleições de 2002, com 671.076
votos, destronando o senador Francisco de Assis de Moraes Souza (PMDB), o Mão
Santa, então favoritíssimo candidato oposicionista. Heráclito Fortes, desde
que assumiu o mandato no Senado, tem tido um desempenho discreto, embora procure
marcar sua posição de adversário do governador Wellington Dias, a quem
provavelmente enfrentará daqui a dois anos. Ele não perde a oportunidade de
tecer críticas - por vezes contundentes - contra o que considera decepcionante
na administração petista. E acredita que melhores dias virão para o PFL, mas
desde que o partido se conscientize de que é necessário se aproximar da população.
Como foi o primeiro ano de mandato como senador?
O primeiro ano de qualquer cidadão em qualquer atividade é um ano de
aprendizado. Embora eu carregue na minha bagagem a experiência dos anos que
vivi na Câmara dos Deputados, eu tenho que reconhecer que o Senado é um pouco
diferente. A atividade do senador é mais complexa do que a atividade do
deputado, mas quero crer que tenha cumprido com o meu papel, representado bem o
Estado.
Que avaliação pode ser feita do primeiro ano do governo Lula?
Um ano em que o governo centrou-se única e exclusivamente no carisma, na
popularidade e na figura do presidente Lula, um ano em que a espinha dorsal do
governo, ou seja, a equipe econômica, administrou com muita cautela, com muito
cuidado.
O senhor criticou bastante a forma com que o governo Lula tratou o Piauí,
governado pelo correligionário Wellington Dias.
É o lado ruim do governo.
Esse tratamento insatisfatório se deve a uma fragilidade política do
governador ou à falta de atenção do Palácio do Planalto?
É a falta de sensibilidade com o Nordeste. O governo Lula tem sido um governo
altamente insensível para com o Nordeste, tem sido um governo paulista/gaúcho.
Tenho o maior respeito pelos irmãos dos outros Estados, mas eles não vêem com
sensibilidade, com carinho, as ações que nos beneficiam. É uma questão histórica,
que vem desde os nossos avós. Há muito tempo não tínhamos no Brasil um
governo tão distante da problemática nordestina. Basta ver a questão da
reabertura da Sudene. A Sudene é fundamental para o desenvolvimento do Nordeste
e essa questão tem sido esquecida. Se formos ver o que o governo federal
liberou para o Nordeste nesse primeiro ano... É de fazer pena, é de fazer dó.
A segunda parte é a falta de solidariedade para com o companheiro de partido.
É o único governador nordestino eleito pelo PT. E eu quero fazer justiça:
Wellington não pediu para ser candidato a governador, ele tinha um projeto de
ser candidato ao Senado e, por imposição partidária - no momento em que a
candidatura do Lula não tinha decolado ainda -, ele aceitou o desafio e
disputou o Governo do Estado. Está aí, foi tratado a pão e água. O PT devia
ter sido, durante o primeiro ano, mais solidário com ele. A única manifestação
que tiveram para com o Piauí foi querer mandar para cá um presidiário. Isso não
é o correto. Tivemos, é claro, visitas de vários ministros, de vários
representantes de importantes escalões do governo, mas vieram aqui e foi só
promessa. De promessa todos nós estamos cheios e fartos. Então é preciso que
o PT, neste segundo ano, seja mais generoso com o Estado do Piauí.
E o primeiro ano do governo Wellington Dias?
Um ano perdido. E isso eu digo com toda a franqueza, procuro encontrar uma
avaliação que não seja essa, mas foi um ano perdido. Reconheço o esforço do
governador, mas acho que o Estado planejou muito pouco. Em termos de
planejamento nós fizemos muito pouco e vamos entrar no segundo ano correndo atrás
do prejuízo, sem mostrar o que se quer, de maneira efetiva. Espero que em 2004
o governador Wellington Dias administre de maneira mais concreta, mais objetiva
porque o que vimos até agora foram promessas, promessas, promessas; e realidade
zero. Os repasses feitos pelo governo federal ao Piauí são de causar vexame. Nós
tivemos Estados bem menores do que o Piauí, de menor importância política,
que tiveram um tratamento bem melhor.
Como o senhor vê o atual momento da política piauiense?
A gente está vivendo um momento ímpar. O Piauí está vivendo a falência,
a decadência das oligarquias e a frustração, o fracasso, a decepção com o
modelo de governar do PT. Não sei a que isso nos levará.
O senhor sugere que estamos num vácuo de poder?
Exatamente, estamos vivendo um vácuo de perspectiva de poder, porque o
poder está constituído - temos um governador eleito por quatro anos -, mas
temos uma falta de perspectiva do que vai acontecer daqui a quatro. Exatamente
por isso, pela falência das oligarquias. Nós temos a frustração com o que se
dizia “novo”, que chegou aí e não é nada daquilo que o povo esperava.
Isso pra mim é muito grave. É como uma máquina que quebra e você não tem peça
de reposição. Espero que novas lideranças surjam no Estado do Piauí.
O PT pode consolidar-se como grande força política no Piauí?
A política é uma ciranda. O PT hoje está no poder, amanhã poderá não
estar, como não esteve ontem. O PFL hoje enfrenta uma crise, amanhã poderá não
enfrentar, poderá voltar ao poder, como foi ontem. O PMDB foi poder durante
muito tempo. O regime democrático tem essa vantagem: é possibilitar, através
da rotatividade do poder, que cada um mostre o seu modelo de governar, a sua
capacidade, a sua competência de dirigir as questões do Estado. No momento
quem está tendo a oportunidade é o PT, só que prometeu muito durante 20 anos
e agora na prática do governo não só não está cumprindo o que prometeu como
está desdizendo tudo aquilo que pregou em palanque.
Muitas análises apontam o PFL como um partido em franca decadência, em função
de administrações bastante criticadas ou rejeitadas pela população.
Isso é um pouco de má vontade da mídia, o que é natural, com relação ao
PFL. Eu não conheço a origem disso, eu não sou fundador do PFL, eu entrei no
PFL já no decorrer desses fatos todos. Mas o que eu quero dizer é o seguinte:
acusa-se o PFL de coisas que não praticou. O PFL passou fora do poder no Piauí
muito tempo, muito tempo. Pelos menos os oito anos do governo Mão Santa
estivemos fora. Assumiu-se 11 meses por circunstâncias que o Piauí todo
conhece. Então não podemos ser acusados. Mas fica aquele velho refrão: o PFL
é o culpado de tudo. E a meu ver faltou muita combatividade dos dirigentes do
PFL, ao longo de todo esse tempo, no sentido de tomar a defesa do partido, coisa
que está se procurando fazer agora. O modelo administrativo do PFL no Piauí
foi positivo. Nós tivemos governos estruturantes, que realizaram muito para
este Estado. O PFL ainda é hoje a sigla mais forte do interior do Estado. O
Piauí tem do PFL a maioria isolada dos prefeitos, tem uma margem grande de
prefeitos e temos um partido forte, apesar de todas as dificuldades que
atravessamos.
Quais as perspectivas para o PFL nestas eleições municipais?
Vamos trabalhar muito. Vamos percorrer o Piauí todo - pelo menos eu já
combinei com os demais companheiros. Em Teresina estamos com a perspectiva de
lançamento de candidatura própria, mas acima de tudo estamos com o objetivo de
fortalecer a bancada na câmara. Nós vamos ter uma boa bancada na Câmara dos
Vereadores, fique certo disso. E vamos participar de um trabalho efetivo, de um
trabalho dedicado. O PFL vai ser uma boa surpresa nas urnas de Teresina neste
ano, não tenha dúvida.
O PFL é hoje um partido estigmatizado, principalmente em função do que
ocorreu em 2002, as circunstâncias da eleição do atual governador e toda a
propaganda anti-PFL?
O PFL sofre não só em Teresina, mas também nas grandes cidades
brasileiras, uma campanha muito grande de forças contrárias ao partido,
acusado de ser conservador, de ser um partido do poder, o que, na realidade, não
é verdade. O PFL entrou no governo em nível federal porque construiu a
candidatura de Fernando Henrique Cardoso. O PFL acreditou na candidatura de
Fernando Henrique antes mesmo do próprio PSDB. Daí porque deu para compor a
chapa o vice-presidente Marco Maciel. O PFL vem pagando um preço no Estado do
Piauí, eu concordo, pela derrota de 2002, uma derrota circunstancial onde o
candidato Wellington Dias se atrelou à esteira e à estrela da candidatura
Lula. Foi um fenômeno bem aproveitado. Ele soube tirar proveito do desgaste que
o PFL sofria e fazer uma aliança informal - acima inclusive da legislação
eleitoral - com um partido que tinha um candidato a senador forte. E essa união
de forças, embora informal, fez com que se somasse votos acima do que se
esperava em termos de PFL. Enfim, o que se fez aqui no Piauí, nessa eleição,
foi um segundo turno informal.
A saída do deputado Ciro Filho e dos irmãos Paes Landim - se confirmadas -
não é um sinal visível de fragilização pefelista?
Toda perda é perda. Principalmente quando você tem o afeto, a convivência.
Quando você perde o companheiro é lamentável. Mas nada é o fim do mundo.
Para partido político e para político fundo de poço tem mola, quando você
menos espera, existe a reversão. Eu só acho temerário é que homens
experientes mudem de partido às vésperas de uma reforma partidária. De
repente, essa reforma traz novidades com relação à legislação. Mudança
partidária às vésperas de uma reforma pode ser temerário ou pode ser até um
suicídio.
Que receita o PFL teria para reverter sua atual situação? Ele teria que
mudar o discurso, a imagem ou a prática?
O PFL tem que fazer um casamento com a humildade. O que faltou ao PFL, ao
longo dos anos, no Piauí, foi humildade. Achou que o poder era infinito e
esqueceu o caminho das ruas, o caminho do povo, de conversar com as bases, de
ouvir as bases.
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