Ano VIII - Número 90 - maio - 2008

SERH
Por: Kleymara Kopavnick

Campanha de Doação de Sangue no Senado Federal

Foto de funcionário durante campanha

Foi realizada no início de maio (dias 08 e 09) mais uma Campanha de Doação de Sangue no Senado Federal. Mesmo com a abertura de mais um dia para a campanha, devido ao grande número de inscritos, uma surpresa: o número de bolsas coletadas ficou abaixo do que se esperava. No ano passado, em dois dias de campanha, foi possível coletar 80 bolsas. Este ano, não passaram de 60.

O motivo, segundo Denise Costa Lisbôa, chefe do Serviço de Qualidade de Vida e Reabilitação Funcional (SEQVR), responsável pela realização da campanha, se deve à desinformação dos candidatos a doadores. “Aconteceu que muitas pessoas se inscreveram, compareceram no dia, mas por determinadas razões não puderam efetivar a doação”, explica. Ainda segundo Denise, as recomendações básicas (dormir pelo menos 6 horas na noite anterior, não fazer uso de medicamentos como antiinflamatórios, etc), feitas pelo Hemocentro aos doadores, ficaram disponíveis na intranet, no momento da inscrição, mas não foram seguidas.

Apesar das impossibilidades de uns, outras pessoas que passavam pelo local se interessavam e, quando atendiam a todas as condições exigidas aos doadores, preenchiam as vagas deixadas por quem não pôde doar. Denise Lisbôa diz que, apesar do número menor de bolsas coletadas, de uma forma geral, o servidor já está muito mais sensibilizado com a campanha e responde bem a este apelo de responsabilidade social. “Neste ponto, a campanha atingiu o seu objetivo maior que é o de divulgar e sensibilizar a todos para que sejam doadores e também abastecer os estoques do Hemocentro”, defende. Mas deixa um recado para quem deseja participar das próximas campanhas: “Todos precisam estar conscientes e informados para serem doadores em potencial e estarem aptos no momento da doação. E é só observando as recomendações do Hemocentro que isto acontecerá”.


Foto de funcionárias durante campanha

José Maria de Moura da Silva, servidor do gabinete do Senador Marcelo Crivella participou da campanha no Senado pela primeira vez. Anteriormente, havia doado sangue numa situação de emergência, para socorrer sua mãe. “Soube desta campanha por meio de um folder e me inscrevi no primeiro momento. É uma questão humanitária manter os estoques mínimos do Hemocentro”, opinou o servidor.

Tanto os organizadores da Campanha de Doação de Sangue no Senado, quanto os funcionários da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) destacam que as campanhas são meios para incentivar a doação (que deve ser um hábito). “O sangue artificial é caríssimo e não tem a mesma eficiência. Fazemos essa educação continuada, como forma de divulgar a importância da doação de sangue. A sociedade tem de ser lembrada que qualquer um pode precisar de transfusões a qualquer momento. Mas, no geral, só sabe disso quem vivencia essa experiência”, explica a funcionária do Hemocentro, Drª Maria do Carmo de Deus Alves.

As campanhas no local de trabalho facilitam a conquista de novos doadores e incentivam quem já doou sangue alguma vez a transformar o ato isolado em hábito. Flávia Moia e Cássio Silva, ambos servidores do Prodasen, não desperdiçam a chance de doar sangue quando o Senado realiza as campanhas. “É excelente, economizamos tempo. Além se ser sempre bom ajudar alguém”, diz Flávia que já doa sangue há dois anos e está prestes a tirar sua carteirinha de doadora. O colega Cássio é doador há 7 anos e faz questão de ressaltar motivos pelos quais se deve doar: “Para conseguir 6 litros de sangue, são necessários 12 doadores. O sangue A positivo é o mais comum, mas é também o mais solicitado, principalmente nas férias ou Carnaval, por exemplo, que é quando ocorrem mais acidentes de trânsito”, lembra Cássio.


Foto de funcionário durante campanha

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal seria que 5% da população doasse sangue pelo menos uma vez por ano. No Brasil, esta taxa é de apenas 2% (cerca de 3 milhões de pessoas). O sangue doado pode ser conservado por apenas 21 dias. Após este período, os glóbulos vermelhos são desprezados por não servirem mais para transfusão.


Saiba mais sobre doação de sangue
- www.fhb.df.gov.br



Fotos: Kleymara Kopavnick

 

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