Ano VI - Número 64 - março - 2006

Dietas da moda

Foto de mulher gorda emagrecendo

O termo "dieta" refere-se ao tipo de alimentação que uma pessoa faz, ou deve fazer, embora normalmente esteja associado à ideia de determinado regime alimentar restritivo e a adoptar apenas em alturas de doença ou por pessoas que queiram emagrecer.

O aparecimento contínuo de novas dietas que prometem êxito imediato e “sem sacrifícios” por parte do obeso, nada mais faz do que confirmar que nenhuma delas, apresenta um resultado eficaz a médio e longo prazo.

Uma boa dieta é aquela que não cause ao seguidor, transtornos metabólicos ou de saúde, que consiga incluir um programa alimentar adequado e uma mudança estável no peso do paciente e é clinicamente favorável, pois vai melhorar muito a qualidade de vida dos pacientes.

Atualmente, a obesidade é definida como uma doença endócrino metabólica crônica e heterogenia, com base genética e que se instala quando o paciente segue uma dieta hipercalórica, hipergordurosa e o sedentarismo.

Portando, alem de um plano alimentar pessoal, necessitamos de uma mudança de vida e hábitos com a incorporação na vida do paciente obeso, chegar a consciência de que o comer de maneira moderada, balanceada e cuidadosa e ser fisicamente ativo esta será a única forma de ter êxito em obter um corpo desejado, sem por em risco sua integridade física.

O “Plano Alimentar” é simples e o objetivo da perda estável de peso à custa da massa gordurosa só pode ser obtido através de um balanceamento calórico/gordura negativo. Para isso é necessário:

- Um planejamento alimentar hipocalórico, baixo em gorduras e em açúcares simples e rico em fibras,

- Um aumento e incorporação das atividades físicas chamadas de espontâneas (andar mais à pé, subir pela escada ao invés do elevador, não ir até a padaria de carro, etc) e um plano de exercícios físicos voluntários (ginástica em academia ou caminhada programada), que estimule a oxidação (queima) das gorduras.

Vamos demonstrar nesta reportagem que a única dieta saudável é aquela em que se come “de tudo um pouco” e quanto “mais colorida melhor”, como já se dizia na milenar cultura chinesa utilizando os grupos de alimentos: “Construtores” - (carnes de todos os tipos, ovos, feijão, nozes, amendoim, soja, leite e derivados, etc.);
“Reguladores” - (verduras, legumes e frutas ) e
“Energéticos” - (arroz, massa, pães e cereais).

Alimentos estes utilizados obviamente em proporções relacionadas com as necessidades calóricas de cada indivíduo, um atleta pode necessitar por exemplo de 6000 calorias por dia enquanto um sedentário 1200 calorias por dia. Muitas dietas largamente difundidas, podem levar desde uma anemia severa bem como um câncer e até mesmo morte súbita.

Uma das mais seguidas e perigosas dietas da atualidade é a do Dr. Atkins, inclusive ele recebeu uma condenação severa da “American Medical Association” pelos efeitos colaterais produzidos pela sua “Dieta Revolucionária” nos pacientes que seguiram sua orientação por tempo prolongado.

A dieta do Dr. Atkins, não é balanceada, limita a ingestão de grupos importantes de alimentos, promove a cetose durante a fase de indução, o que pode causar cansaço, cefaléia, tontura, insônia e irritabilidade, provoca aumento do ácido úrico, sobrecarga no fígado, rins e coração.

Pessoas que se exercitam freqüentemente estão sujeitas a falta de energia e fadiga muscular devido a falta de carboidratos. Cardiopatas correm risco de infarto devido o excesso de gordura saturada e eventuais formações de depósitos de gordura em suas artérias já defeituosas.

Diabéticos que tomam insulina (diabete tipo I) correm o risco de tornarem-se hipoglicêmicos se não comerem os carboidratos apropriados.

Dieta como a do Dr. Atkins pode aumentar a perda de cálcio pela urina, aumentando o risco de osteoporose. Pode agravar condições como pedra nos rins e cólica na vesícula biliar.

Alem de todos estes efeitos colaterais da “Dieta Revolucionária”, observamos que, retirando os carboidratos, o nosso corpo necessita de outras fontes de energia e começa a queimar as gorduras e as proteínas para esta finalidade. Quando a célula gordurosa é quebrada ou queimada (lipólise), libera um subproduto chamado cetonas, que diminuem o apetite porem causam náuseas, fadiga e perda perigosa de fluidos que estavam dentro das células adiposas e que passam para o sangue produzindo até o câncer.

A queima de proteínas, que são elementos vitais para nosso corpo, levam a perda da massa magra ou massa muscular, se eventualmente, por algum motivo queimar as proteínas do músculo cardíaco, o paciente poderá ter morte súbita.

Nenhuma dieta equilibrada e eficiente precisa ter alimentos proibidos. Todos alimentos podem fazer parte de uma dieta. O mais importante é a quantidade, proporção deles em relação a outros alimentos, e hora certa de comê-los. Como dizia nossa avo, devemos comer de tudo um pouco e comer como um rei de manhã, um príncipe a tarde e um mendigo à noite.

A seguir vamos apresentar algumas dietas seguidas por diversas pessoas, que com certeza vão ficar doentes em seguir estas dietas de supressão.

1 - Dietas muito reduzidas em glicícios e hiperprotéicas:

2 - Dietas ricas em glicídios:

3 - Dieta Crudífera:

4 - Dietas dissociadas ou hipocalóricas:

5 - Dieta da USP:

6 - Dieta da lua:

7 - Dieta das frutas:

8 - Dieta das cores:

9 - Dieta da sopa:

10 - Dieta de Beverlly Hills: (Judy Mazel)

11 - Dieta dos Vigilantes do Peso:

12 - Dieta dos Shakes:

13 - Dieta do Tipo Sangüineo:

14 - Dieta Vegan ou Veganismo:

15 - Dieta da lombriga

Fonte:
Metabolismo

 

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