Depois das férias, um ano de muito serviço e LAZER

Acabaram-se as férias, chegou o Carnaval. Logo, estaremos definitivamente de volta às atividades cotidianas. Muitos chegam a afirmar: “Depois da folia, é só trabalho!” Mas será que nossa vida se resume a um pequeno tempo de descanso seguido de meses de trabalho árduo? Claro que não.
Antes de avançarmos em nosso pensamento, proponho uma pausa para redefinir um termo, que deve ser abolido de nossas mentes: trabalho. Apesar do questionamento de alguns linguistas, a grande maioria tem como certa sua origem na palavra latina tripalium. Para quem não conhece, este termo designa dois instrumentos: um, feito de três paus aguçados, algumas vezes munidos de pontas de ferro, no qual os agricultores bateriam o trigo; outro, utilizado pelos romanos para torturar, uma espécie de tripé formado por três estacas cravadas no chão na forma de uma pirâmide, onde eram supliciados os escravos. Por isso, prefiro usar a palavra serviço, cuja origem também se reporta a condição de escravo, mas tem uma acepção melhor, a ideia de ser útil.
Agora sim, voltando à nossa questão inicial… Após recarregarmos nossas “baterias” nas férias e brincarmos (ou descansarmos, como muitos preferem) o Carnaval, não devemos de forma alguma nos entregar durante os meses seguintes apenas ao serviço cotidiano. Nossa vida é muito mais.
Aprenda: a vida é um conjunto de acontecimentos enriquecedores que são válidos somente se incluem os que estão a nossa volta – família, amigos, amores, companheiros de serviço – e uma diversidade de lugares – casa, natureza, igreja, serviço.
Disso, podemos apreender que uma das melhores formas de incrementarmos nossas vidas é a inclusão do lazer em nosso cotidiano.
E, neste ponto, são diversas as questões que sempre me fazem. Duas que considero de fundamental importância são: Que tipo de lazer? Quando praticá-lo? Respondo à primeira, definindo o verdadeiro lazer como toda e qualquer atividade prazerosa que faça nossa mente e nosso corpo (não necessariamente pelo esforço físico) trabalharem em conjunto, fortaleça nossas relações pessoais e nos permita descobrir novos ambientes. À segunda, a resposta é mais simples: todos os dias.
É isso mesmo que você leu: o lazer tem de ser ativo, inter-relacionante e descobridor e, com certeza, não é algo só para os fins de semana ou feriados.
Parece difícil? Que nada. Vejamos alguns exemplos de atividades de lazer que podemos (e devemos) praticar:
• Caminhada com a família ou amigos, que, além de exercitar o corpo, permite que se coloque a conversa em dia.
• Leitura em família de um bom livro ou de uma boa revista (lembra da Dona Benta do Sítio de Picapau Amarelo lendo para os netos e amigos na sala de estar?).
• Jogos de adivinhação, pois exercitam especialmente o raciocínio e a memória.
• Os velhos jogos de tabuleiro (nada melhor do que despender, de vez em
quando, umas boas horas entre aqueles que gostamos, jogando War, Jogo
da Vida, Banco Imobiliário etc ).
• Brincadeiras ao ar livre (já pensou em soltar pipa com seus filhos? E brincar de queimada?)
• E para a lista não se alongar e citarmos uma atividade para aqueles dias em que o cansaço domina: que tal um bom filme de aventura ou comédia, com a família e os amigos reunidos, regados de muitos comentários e muitas risadas?
Por tudo isso, comecemos o ano fazendo o melhor em nossos serviços, porém, sem esquecer que o lazer cotidiano é de extrema importância para nosso corpo e mente.
Pensemos nisso então, e até o mês que vem!
Texto: Alexandre Guimarães é jornalista e Consultor Legislativo do Senado Federal para as áreas de Esporte e de Educação. Se você quiser conversar com o autor, envie um e-mail para asidnei@senado.gov.br.
Imagem: http://benjamimana.files.wordpress.com
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