Durante a Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, o Salão Negro do Congresso Nacional abriga a instalação "Todo Mundo", projetada pelo cenógrafo Renato Theobaldo por encomenda da Federação das Indústrias do Estado de SP - FIESP.
A instalação "Todo Mundo" é, na verdade, uma grande escultura em que o artista procura chamar a atenção para a questão da deficiência por meio de imagens e pela exposição de espaços de informação. A obra está dividida em três elementos, cada um com uma função específica.
1.Multidão
Uma colméia de tecido transparente é o suporte para uma projeção de imagens de transeuntes. A transparência do tecido faz com que as imagens se multipliquem várias vezes. Contrastando com essa textura de multidão, surgem imagens de pessoas com deficiência que pontuam o ambiente de multidão.
2.Cotidiano
Esse espaço é um ambiente sinuoso com paredes plotadas e algumas em movimento. As pessoas estão num contexto normal do seu cotidiano, seja no trabalho, na vida pessoal ou em lugares públicos como metrô, ônibus ou rua.
3.Salão de Inserção
Neste salão encontramos as entidades que discutem e trabalham com inserção. Este espaço contem totens de entidades que mostram seu trabalho, um espaço prático que mostra um painel ativo do que se tem feito e se tem discutido pelas pessoas com deficiência na sociedade e no próprio Senado Federal.
Quem é Renato Theobaldo
Estreou como cenógrafo no filme A Estrela Nua, em 1983 quando recebeu o Prêmio de Melhor Cenografia no Cine-Rio Festival. Nos anos 80, fez a direção de arte do curta de animação A Garota das Telas, premiado nos festivais de Havana, Rio de Janeiro e Brasília.
Nos anos 90, diversifica sua atuação, assina a direção de arte do longa Alma Corsária de Carlos Reichenbach, vencedor do Festival de Brasília de 1992 e torna-se carnavalesco da Escola de Samba Vai-Vai campeã do Carnaval de São Paulo de 1993. Em 1996 criou a cenografia para a ópera La Serva Padrona de Pergolesi, com direção de Carla Camurati. Em 1994 inicia com o projeto Maria Clara Machado, o desenvolvimento de projetos interativos que mesclam performance teatral e instalações cenográficas, realizando a exposição Mitos que Vêm da Mata (1998), o espetáculo Jardins Suspensos de Alice (1999) e a instalação Por que, Prá Que? (2002).
Para o Festival Amazonas de Ópera Renato Theobaldo criou a cenografia d' O Guarani (2000), O Condor e Don Giovanni (2002), La Cenerentola e I Pagliacci (2003) e Norma (2004). Em São Paulo fez Madama Butterfly (1999), o espetáculo Os Lusíadas (2001) e o Barbeiro de Sevilha (2003) apresentado em Belo Horizonte, com remontagens em São Paulo e Belém.