Figueiró vai solicitar informações sobre estudo ministerial para conter assoreamento no Pantanal
15/05/2013




O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) vai apresentar requerimento de informações por meio da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo sobre o andamento de um estudo ministerial a respeito assoreamento do Rio Traquari. Em 2007, foi criado um Grupo de Trabalho formado por seis Ministérios, entre eles o do Meio Ambiente e da Agricultura, além da Agência Nacional de Águas, entre outros órgãos, para sugerir ações a respeito do problema. O Grupo pesquisou por um ano, mas nenhuma providência concreta foi tomada até hoje. "Por que nada foi feito, os recursos não foram liberados e não houve prosseguimento ao trabalho?", questionou. "Estamos começando a dar o primeiro passo nesta longa caminhada. Esta luta é antiga e o clamor que vem de todos certamente terá um eco em busca da solução", afirmou.

A decisão de Figueiró foi tomada durante audiência pública realizada, por iniciativa dele, na Comissão nesta quarta-feira (15/05), com o objetivo de debater o assoreamento do Rio Taquari e o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) sugeriu que a Embrapa Pantanal reúna as informações, com previsão de gastos para serem disponibilizados para a recuperação e dragagem do rio. Os dados devem ser apresentados ao Ministro da Integração Nacional. "Vamos estipular o dia 15 de junho para realizar esta reunião com o intuito de entregar os subsídios com projeto e custos. O que não podemos é protelar na busca de solução deste problema seríssimo, que é agudo e precisa de ações urgentes", disse.

Durante a audiência pública, a chefe geral da Embrapa Pantanal, Emiko Resende, fez uma explanação sobre o problema que ocorre há mais de 30 anos e tem trazido prejuízos sociais, econômicos e ambientais para a região. Segundo Emiko, entre 1975 e 2003 a pecuária perdeu R$ 1,2 milhão de cabeças de gado e o Estado deixou de arrecadar R$ 50 milhões em ICMS e R$ 30 milhões em Funrural. Ela alertou ainda para os prejuízos provocados na fauna e flora, com plantas em risco de extinção e redução da quantidade de peixes, além do desequilíbrio ecológico. "Já temos a inundação permanente de pelo menos três milhões de hectares, não ocorrendo mais o período de seca e cheia, fundamental para garantir o equilíbrio do ecossistema e para a produção pesqueira, além de inviabilizar a pecuária", alertou Emiko. Segundo ela, há solução a médio prazo para minimizar o assoreamento. "É possível recuperar com a tecnologia já existente, fazendo a manutenção imediata das barrancas do rio, para evitar novos arrombamentos, a dragagem da areia acumulada e a recomposição das margens".

A chefe geral da Embrapa também alertou para o fato de que o assoreamento já chegou ao rio Paraguai, que está perdendo a navegabilidade. "Se nada for feito, o rio vai parar de funcionar".

Já o presidente da Associação de Pequenos Produtores do Rio Taquari, no Mato Grosso do Sul, Ruivaldo Neri de Andrade, disse emocionado que "O pantanal está morrendo".

Problema social

A vereadora da cidade de Corumbá, Cristina Lanza, destacou o êxodo rural entre as consequências da destruição do Pantanal. Segundo ela, muitas famílias migraram para a cidade, onde sofrem com o desemprego. Ela disse que a recuperação da área é fundamental para garantir a sobrevivência econômica e social do município.

Origem

O problema foi causado pela ocupação desordenada da parte alta da bacia, o que gerou erosão e carregamento de terra, formando bancos de areia no leito do rio.

Na década de 1970, o governo federal estimulou a implantação de grandes áreas de lavoura e de pecuária na região, sem que fossem seguidas práticas de conservação de solo ou de preservação de matas ciliares.

Com o excesso de areia no leito, o rio procura espaço para as águas e acaba por "arrombar" as margens, inundando a área. O problema hoje é que o volume de sedimentos impede o recuo das águas na seca.

Assessoria de imprensa

 


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