O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) disse que a sociedade clama por ações concretas para deixar de se sentir refém da barbárie e da impunidade. Ele falou no Plenário do Senado, nesta terça-feira (14/05) sobre os crimes de roubo de veÃculos e sequestros relâmpago em Mato Grosso do Sul, provenientes do esquema de tráfico de drogas na fronteira do Paraguai e da BolÃvia. "A região é pouco vigiada e oferece um imenso atrativo para organizações criminosas internacionais", disse Figueiró.
O parlamentar citou o lançamento do movimento "Mães da Fronteira", criado pelas senhoras Lilian Silvestrini e Ângela Batista Fernandes, mães dos estudantes Breno Silvestrini e Leonardo Fernandes, assassinados no ano passado. Segundo o senador, o crime chocou a sociedade sul-mato-grossense.
"Desejo aqui fazer uma homenagem à coragem dessas duas mães que perceberam qual caminho seguir para manter viva a memória de seus filhos e, mais do que isso, transformar a questão da segurança em nossas fronteiras numa bandeira polÃtica que visa a dar solução a um problema extremamente sério".
Os rapazes foram sequestrados em frente a um bar próximo à faculdade, levados para uma das saÃdas de Campo Grande, amarrados, torturados e mortos. Os bandidos confessaram que queriam roubar o veÃculo para trocá-lo por 3 quilos de cocaÃna na BolÃvia.
"A facilidade com que um veÃculo roubado atravessa a fronteira serve de força de atração e estÃmulo para que jovens viciados e pequenos traficantes se arrisquem nesta empreitada", disse.
Figueiró finalizou o discurso lendo alguns trechos artigo publicado na mÃdia local do avô de um dos jovens assassinados Juarez Marques Batista, ex-deputado federal e ex-secretário de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Assessoria de imprensa