MARIA HOMENAGEIA 102 ANOS DE ENSINO TÉCNICO PROFISISONALIZANTE NO BRASIL


01.06.2011

Em pronunciamento feito durante sessão especial do Senado em homenagem aos 102 anos do ensino técnico profissionalizante, nessa segunda-feira, a Senadora Maria do Carmo Alves (DEM/SE) destacou a importância dessa modalidade da educação para a inserção de mão-de-obra qualificada no atendimento à dinâmica do setor produtivo.


–  “O Brasil precisa de técnicos e os jovens precisam de formação que gerem oportunidades de trabalho e que os conduza à vida adulta de forma digna e competitiva. Sob esse aspecto, os cursos profissionalizantes são de fundamental importância para inserir no mercado de trabalho aqueles que não vão prosseguir nos estudos até a conclusão do nível superior”, observou a Senadora.


Maria lembrou que toda a produção de bens, desde o período feudal, era proveniente das oficinas das corporações, onde jovens aprendiam a arte da marcenaria, da fundição de metais, entre outras, sob a orientação de um profissional qualificado. Com a Revolução Industrial e a transformação dos meios de produção, a preparação profissional passou a contemplar a operação das novas máquinas desenvolvidas para a produção em larga escala.  Hoje em dia, os profissionais atuam em um ambiente produtivo no qual as máquinas executam a quase totalidade dos trabalhos, deixando à participação humana as atividades de comando e controle.


–  “Há uma dinâmica no setor produtivo que impõe adequações na formação de mão-de-obra e há  ainda ajustes com vista às oportunidades, que vão variar de região para região e precisam ser observados”, disse.


NO BRASIL


A aprendizagem profissional foi institucionalizada no Brasil pelo Presidente Nilo Peçanha, que criou a Rede Federal Profissional e Tecnológica, em 1909, com a implantação de 19 Escolas de Aprendizes Artífices. A Constituição de 1937 foi a primeira a tratar da matéria, transformando as Escolas em Liceus Industriais, e, posteriormente, com a reforma do sistema educacional, na década de 1940, essas passaram a ser denominadas Escolas Industriais e Técnicas e o ensino profissionalizante considerado como de nível médio. Finalmente, no governo de Juscelino Kubitschek, obtiveram a condição de autarquias, passando a serem denominadas Escolas Técnicas Federais.


– “Apesar desses esforços governamentais, a formação técnica e profissionalizante tem sido mais fortemente marcada pela iniciativa privada, através de instituições que ficaram conhecidas como Sistema “S” – SENAI, SENAC, SENAT e SENAR – e que respondem pela formação nas áreas de indústria, comércio, transporte e rural”, lembrou Maria do Carmo.


Para ela, a adoção de políticas públicas que contemplem essa área da educação é imprescindível e renova as esperanças de milhares de jovens que ainda estão sem perspectivas.  O Programa Brasil Profissionalizado, parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do Governo Federal, pretende aumentar o número de escolas técnicas e, conseqüentemente, de vagas, em todas as 27 Unidades da Federação, destinando recursos para construção, reforma, ampliação da infra-estrutura e dos recursos pedagógicos existentes.  “Torcemos pela sua realização e estaremos acompanhando para que atenda às expectativas dos Estados e DF, que prontamente aderiram ao Programa”, concluiu a parlamentar.

 

 

 

Informações fornecidas pelo Gabinete da Senadora