21.05.2001
Mais uma vez a Senadora Maria do Carmo usou a tribuna do Senado
Federal para defender os interesses do povo sergipano e pedir ao governo
federal que volte atrás na Medida Provisória 2145/2001, que prevê
a extinção da Sudene . Além de falta de políticas para a região que
pontuou a gestão FHC, agora pretende-se acabar com o órgão responsável
por mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos.
A própria CPI
do Finor admitiu que divulgou dados errôneos, ao adotar a política
do quanto pior melhor, e soprar aos quatro ventos que o rombo na Sudene
era de mais de 2 bilhões. No entanto, na divulgação de seu relatório
conclusivo a Comissão Parlamentar de Inquérito foi unânime em reconhecer
que sem a Sudene e o Finor as desigualdades regionais, já enormes,
seriam ainda maiores e que a pobreza, o analfabetismo e a fome campeariam
a região Nordeste. Mais do que isso, o Deputado José Pimentel chegou
a pedir perdão aos funcionários da Sudene ao admitir que equivocou-se
em divulgar valores mentirosos a toda a imprensa.
A realidade da
Sudene aponta para o caminho inverso. Nos seus 41 anos de existência
o órgão aprovou 3 mil projetos, dois quais 70% já foram concluídos
e 9% estão em andamento. Apenas 51 projetos, aproximadamente 1,7%
do total, foram considerados irregulares. O total de investimentos
foi de menos de 7 bilhões e 300 milhões de dólares, bem abaixo dos
22 bilhões gastos para salvar os bancos brasileiros da falência.
¨O fechamento
da Sudene é uma amostra de injustiça e do preconceito contra nossa
Região, um atentado contra o Nordeste, contra sua população e em detrimento
de suas imensas potencialidades econômicas¨. Assim Maria do Carmo
finalizou seu discurso, lembrando que, se o Presidente Fernando Henrique
não for humilde para reconhecer que a extinção da Sudene é um erro,
cabe aos Senadores e Deputados Federais, como representantes legítimos
do povo, derrubar essa desastrosa iniciativa.