Em pronunciamento nesta quarta-feira (6) na Tribuna do Senado, o senador Ivo Cassol (PP-RO) lamentou que Rondônia continue pagando a dívida "impagável" do extinto Banco do Estado de Rondônia - BERON, que atribuiu à administração "desastrosa" exercida pelo Banco Central na década de 1990, e defendeu a revisão dos valores devidos. Cassol lembrou que em 2007 o Senado aprovou resolução autorizando a revisão. "Infelizmente, não foi acatada, não foi aceita. Recorreram ao Supremo Tribunal Federal, e o povo do estado de Rondônia continua pagando a dívida até hoje, entre R$ 12 milhões e R$ 15 milhões descontados todo mês", afirmou.
Cassol disse que a instituição financeira foi submetida pelo Banco Central ao Regime de Administração Especial Temporária (RAET) entre fevereiro de 1995 a agosto de 1998, quando a dívida da instituição cresceu de R$ 48 milhões para R$ 540 milhões. Conforme Cassol, para quem a União é na verdade devedora de Rondônia, o Tribunal de Contas da União (TCU) se manifestou pela responsabilidade do Banco Central. "Nesses mais de 14 anos que vem sendo descontado, o estado de Rondônia já pagou mais de R$ 1,9 bilhão. Esse dinheiro poderia ter sido aplicado na infraestrutura, na saúde, na segurança pública e na educação. E se formos verificar, ainda estamos devendo outro tanto porque o estado teria 30 anos para pagar. Isso é uma vergonha" declarou.