Misturei-me ao povo e me tornei um dos seus. Tentei e consegui ser tão maranhense quanto o mais maranhense. Na terra dos poetas faltava-me, todavia, a habilidade de fazer os versos e arrumar as rimas. E mais, amava São Luis. A vontade de criar o poema ainda impossível agigantava a minha angústia. A cidade fora pródiga comigo. Dera-me tudo e ainda soubera criar os poemas Isabel e Janaina que logo decorei para recitá-los na felicidade de meus dias e repeti-los na dureza dos combates para deles retirar as forças necessárias às vitórias.
Veio enfim o projeto Reviver e através dele vislumbrei a possibilidade de escrever e oferecer a São Luis e ao Maranhão os poemas que ainda não havia escrito. E olhei a Praia Grande como quem olha a página em branco. Busquei no amor que em mim sobrava o poema que a inspiração me negava. E fiz reconstruir casa por casa, praça por praça, calçada por calçada, grade por grade, com cuidado e o esmero com que o poeta cria sua poesia. O Reviver era o poema de amor que, enfim, me era possível escrever. Era o meu soneto, a minha estrofe. E assim, ao verso final, pude enfim sentir, após poeta, o maranhense que sempre quis ser. Rimei amor com labor, saudade com cidade e fiz um poema ao qual intitulei Reviver.
Dediquei ao povo de São Luis nas pessoas de minha mulher Isabel e minha filha Janaina, que souberam compreender a minha presença mais nas obras do que junto a elas para ser possível concluir o meu poema.
Epitácio Cafeteira
Fotos do Projeto Reviver
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