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Cafeteira pede arquivamento de processo contra Renan Calheiros

Brasília - O senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) pediu ontem o arquivamento do processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de receber ajuda financeira de um lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de três anos. Na opinião do relator, não há provas contra Renan Calheiros.

Escolhido relator semana passada, Cafeteira apresentou ontem seu relatório ao Conselho de Ética do Senado, dois dias depois de receber a documentação sobre o processo aberto após uma representação entregue pelo PSOL.

Em seu relatório, Cafeteira diz que Renan Calheiros conseguiu comprovar que tinha recursos para pagar a pensão a Mônica Veloso, sem a necessidade de receber dinheiro de lobista. “Há ausência de provas ou falta de indícios para abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar”, disse o relator.

Para Cafeteira, o pedido de processo contra Renan Calheiros se baseia apenas em reportagens jornalísticas, sem provas. O relator afirmou ainda que o presidente do Senado foi vítima de uma “devassa” em sua vida pessoal. “Não encontrei um único documento que justificasse a abertura de processo”, ressaltou. “A quem interessa esse denuncismo?”, indagou o senador.

Os senadores Jefferson Perez (PDT-AM) e Marcone Perillo (PSDB-GO) pediram vista (mais tempo para analisar) do relatório, adiando a sua votação. Como Renan Calheiros conta com a maioria do conselho ao seu lado, a expectativa é que a recomendação de Cafeteira seja acatada pelos integrantes do órgão, arquivando o processo.

O relator aproveitou a defesa entregue por Renan Calheiros por meio de seus advogados e a documentação do corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), que fez uma investigação preliminar, mas não conclusiva. Tuma chegou, por exemplo, a ouvir Cláudio Gontijo, lobista que seria o intermediário entre Renan Calheiros e Mônica Veloso.


Defesa

Em sua defesa, Renan Calheiros tem dito que pagou a pensão com recursos próprios. A polêmica gira em torno dos R$ 8 mil mensais que ele afirmou ter pago a Mônica Veloso até dezembro de 2005, quando reconheceu a paternidade da filha (a partir daí, Renan Calheiros passou a descontar a pensão na sua folha de pagamento).

Na defesa, Renan alega que o contrato de locação não estava em seu nome. Sobre a participação de Gontijo na entrega do dinheiro, Renan Calheiros argumentou que o lobista é seu amigo pessoal e apenas intermediou o repasse da pensão à jornalista para evitar exposição pessoal no episódio.

O Conselho de Ética marcou para as 10h desta sexta-feira a votação do relatório que pede o arquivamento do processo contra Renan Calheiros. Alguns senadores tentaram aprovar a convocação de testemunhas para depor ainda nesta semana antes da apreciação do texto de Cafeteira, mas o presidente do Conselho, Sibá Machado (PT-AC), afirmou que o regimento impede que isso ocorra.

“Regimentalmente, há somente duas hipóteses: derrotar ou aprovar o relatório. Se o relatório for derrotado, novos procedimentos poderão ser adotados (como a convocação de testemunhas), com a indicação de um novo relator. Mas, por enquanto, nada pode ser feito”, explicou.

14/06/2007 - O Estado do Maranhão
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