
A posição do Brasil de apoiar a suspensão do Paraguai do Mercosul e aprovar o ingresso da Venezuela no bloco, apesar da ausência de uma decisão formal do parlamento paraguaio sobre o assunto, gerou polêmica na reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal.
Apesar de defender o ingresso da Venezuela no Mercosul, Mozarildo Cavalcanti argumentou que, como o Paraguai não foi excluÃdo do bloco, apenas suspenso, teria que ter manifestado formalmente sua concordância para a admissão de um novo paÃs ser válida.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, as decisões foram uma "resposta coletiva dos paÃses integrantes do Mercosul à ruptura democrática no processo que resultou no Âimpeachment do então presidente paraguaio Fernando Lugo, em 22 de junho".
A suspensão foi baseada no Protocolo de Ushuaia, assinado em 1998 pelos membros e associados do Mercosul, que estabelece o pleno funcionamento da democracia como condição para a continuidade da integração entre os paÃses, disse Patriota.
Francisco Dornelles (PP-RJ) destacou que Lugo foi afastado por decisão do Congresso paraguaio, ratificada pela ÂSuprema Corte do paÃs.