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11.03.13
Na última semana, junto com o Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, assinei o decreto Legislativo 210/2013. Este ato pôs fim ao indefensável pagamento de dois salários extras aos parlamentares. O que se convencionou chamar de 14º e 15º. A ajuda de custo vinha sendo paga no início e ao final de cada ano, independente de ser ou não fim de legislatura. A agenda de reformas para melhorar as práticas no Parlamento é extensa e o fim dos salários extras é apenas uma das iniciativas necessárias. Mas as grandes caminhadas começam com os primeiros passos. Desta forma, dando os primeiros passos, já extinguimos 25% dos cargos comissionados e de chefia no Senado Federal. Também não serão renovados contratos de mão de obra que representarão economias anuais de R$ 160 milhões. Outro privilégio indefensável – e já revogado – foi a extinção do serviço médico gratuito que existia no Senado Federal. A primeira parte da reforma administrativa, através de fusões, extinção de cargos e revisão de contratos, irá significar uma economia de R$ 262 milhões no biênio 2013/2014. É importante frisar, entretanto, que esta reforma não é jogo de cena e ela seguirá adiante a fim de aproximar o Congresso Nacional ainda mais da sociedade brasileira.
Renan Calheiros
(*) Renan Calheiros é presidente do Senado Federal. Formado no movimento estudantil, Renan Calheiros, já foi deputado estadual, federal, senador, Ministro da Justiça e líder do PMDB no Senado.
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