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06/08/2012

Comovido, Sarney faz discurso na celebração do centenário de Jorge Amado



Depois de passar para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) a presidência da sessão solene do Congresso Nacional em comemoração ao centenário do nascimento de Jorge Amado, o senador José Sarney, em longo e comovido discurso, afirmou que o autor de Gabriela Cravo e Canela é "a mais forte presença de escritor na vida brasileira." Sarney explicou: " Não só por sua obra literária inigualável, mas por sua capacidade de agir para construir o bem, e, na visão aberta do mundo, alcançar o coração de cada pessoa, de cada leitor."

Sarney contou como teve os primeiros contatos com a obra de Jorge Amado ao receber de um amigo "O Cavaleiro da Esperança", livro sobre a vida do líder comunista Carlos Prestes. Ele recordou a história de sua amizade com Jorge Amado: "Quando o conheci pessoalmente, em casa de Odylo Costa, filho, já ele se afastara do Partido Comunista. Ficamos amigos. Mas eu não esperava que acolhesse meu primeiro livro de ficção, O Norte das Águas, com um entusiasmo que ultrapassava mesmo o que podia esperar de sua fama de generosidade. Os anos nos aproximaram mais, e me senti parte de seu universo familiar."


O filho do homenageado, João Jorge Amado; o governador da Bahia, Jaques Wagner; o senador Walter Pinheiro (PT-BA); os deputados Antônio Ambassay (PSDB-BA) e Roberto Freire (PPS-SP), presentes à Mesa, acompanharam atentos o discurso de José Sarney. Ele lembrou que o escritor sempre esteve aos cuidados da inesquecível companheira Zélia Gattai. "Zélia foi a companheira admirável, a grande escritora, a mulher extraordinária que é um exemplo que ficou para os brasileiros", disse Sarney.

Ao falar da personalidade do amigo escritor, Sarney citou Jorge Amado: "Briguei pela boa causa, a do homem e a da grandeza, a do pão e a da liberdade, bati-me contra os preconceitos, ousei as práticas condenadas, percorri os caminhos proibidos, fui o oposto, o vice-versa, o não, me consumi, chorei e ri, sofri, amei, me diverti."

Sarney recordou que "nas vésperas das festas nacionais pelos 80 anos de Jorge, ele publicou um livro delicioso, notável pela mistura de revelação pessoal e histórica, cheia de sabedoria envolta em poesia, Navegação de Cabotagem, talvez menos lido que sua obra de ficção, uma pena, as mais de 600 páginas correm macias."

No discurso, Sarney fez um longo passeio pela obra e a vida do autor de Gabriela Cravo e Canela, veja a íntegra.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

 



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