Conversa Pessoal
Ano VIII - Número 97 - dezembro - 2008

Nutrição
Por: Danielle Dutra Izac

Alimentação saudável na infância e adolescência

Foto de adolescente comendo verduras

A realidade entre crianças e adolescentes mostra um caminho contrário ao da busca pela saúde. Sobrepeso e obesidade crescem cada vez mais nesta parcela da população, preocupando a saúde pública.

Consumo excessivo de doces, fast-foods e snakcs (pequenos lanches, geralmente nada saudáveis, entre as refeições) são hoje rotina na vida das crianças e adolescentes modernos. Rodeados pela forte influência da mídia – que incentiva cada vez mais o consumo de alimentos ricos em gorduras e com alto valor calórico –, tornam-se presas fáceis das grandes indústrias alimentícias.

O marketing e a publicidade das indústrias de alimentos são tão fortes que os produtos anunciados acabam se tornando referência em alimentação para crianças e adolescentes, ainda na fase de desenvolvimento psicológico. Fatores biológicos, como pré-disposição genética, ou psicológicos, como distúrbios, chateações, problemas e situações cotidianas também são os vilões na busca de uma vida mais saudável.

Os fatores sócio-econômicos facilitam a compra de alimentos mais caros, mas, nem por isso, mais saudáveis. Já os fatores sócio-comportamentais englobam todo o ambiente em que a criança está inserida, como a casa, a escola e toda influência que a mesma sofre neste ambiente.

Essa realidade do surgimento do sobrepeso e obesidade entre os jovens, pelo excesso de consumo de alimentos de alto valor calórico e baixo consumo de frutas, leguminosas e hortaliças é uma realidade bastante triste e preocupante para os pais. É o que mostram estudos recentes sobre a alimentação e estado nutricional de crianças e adolescentes. Cada vez mais cedo, estes vêm desenvolvendo doenças que antes eram comuns somente em adultos.

Além do sobrepeso e da obesidade, é comum encontrar crianças com estas doenças associadas a outras patologias, como hipercolesterolemia, hipertensão, diabetes, hipotireoidismo e outros distúrbios hormonais. Existem ainda co-morbidades que podem representar risco para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Estudos mostram que a presença dessas patologias pode afetar o metabolismo infantil, atrapalhando o crescimento e desenvolvimento, podendo também acarretar doenças futuras na fase adulta.

Para ambos os sexos, quanto mais precoce é o início do distúrbio do peso, maior a susceptibilidade ao desenvolvimento de sobrepeso e obesidade na vida adulta, sendo a faixa de 4 a 8 anos de idade a de maior ocorrência. E esse quadro pode ser ainda mais agravado caso a criança seja sedentária.

O ritmo de vida atribulado, com uma rotina cada vez mais atribulada e cansativa – em razão das inúmeras atividades escolares e extra-curriculares, como cursos de idiomas – têm feito os jovens terem cada vez menos tempo e disposição para a prática de atividades físicas. Somado a isso, há a má utilização do tempo livre, geralmente gasto com horas em frente à televisão, computador ou video-game.

Foto de criança comendo frutasA atividade física é muito importante e fundamental na vida da criança e do adolescente, uma vez que o exercício acelera o metabolismo, ajuda no crescimento e desenvolvimento psicológico e do corpo, evitando o estresse e motivando-os a desenvolver outras atividades. Além disso, o exercício físico pode representar um momento de lazer e descanso das atividades habituais. Promove o desenvolvimento social, trazendo bem-estar, assim como inúmeros benefícios à saúde e à qualidade de vida.

A população infantil é, do ponto de vista sócio-econômico e cultural, dependente do ambiente em que vive, que é, na maioria das vezes o ambiente familiar. Suas atitudes sempre serão reflexo deste ambiente, ou seja, a criança observará os exemplos que tem em casa e seguirá estes exemplos. Quando o ambiente em que a criança está inserida não é favorável, essa situação pode desencadear distúrbios alimentares, desenvolvimento de sobrepeso e obesidade e até mesmo a desnutrição infantil.

Cabe aos pais se preocuparem e se conscientizarem com a saúde, bem-estar e qualidade de vida de seus filhos. Vale lembrar que as boas atitudes e exemplos começam em casa: proporcionar uma boa alimentação desde que a criança é ainda bebê pode ajudá-la a crescer e se desenvolver com mais saúde. Um bom exemplo é a amamentação, pois estudos confirmam que o consumo adequado do leite materno é um fator protetor contra a obesidade infantil.

Daí a importância de estipular horários adequados para cada refeição, sem pular nenhuma delas. Além disso, é imprescindível observar as preferências alimentares das crianças e adolescentes – o que eles costumam colocar no prato –, incentivar o consumo de alimentos saudáveis e explicar a importância de uma alimentação saudável para um bom crescimento e desenvolvimento do organismo em sua fase de crescimento.

Ainda que o fator genético tenha grande importância para o desenvolvimento da obesidade infantil, estudos recentes mostram que os hábitos alimentares influenciam de forma considerável no metabolismo das crianças. Quando elas se habituam a comer corretamente e entendem, de fato, a importância da alimentação saudável em sua vida, podem levar esses bons hábitos para a fase adulta.

Mas não basta proibir o consumo de certos alimentos. O certo é explicar, conscientizar a criança ou o adolescente da importância de uma alimentação saudável e, principalmente, dos malefícios que trazem o excesso do consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcares e de alto valor calórico.

E, ainda que a longo prazo, os resultados virão. Além de uma melhor a qualidade de vida, bem-estar e saúde, estes jovens diminuirão os riscos de patologias e problemas futuros, tornando-se adultos mais saudáveis.

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Fonte: Nutriway - Consultório de Nutrição - por Danielle Dutra Izac - Nutricionista - CRN-1 nº 4991
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Imagens: Arquivo pessoal do consultório

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