Conversa Pessoal
Ano VIII - Número 86 - janeiro - 2008

Psicologia
Colaboração: Jussara Dutra Izac

Você precisa de coaching?

Imagem de duas mulheres vencedoras no trabalho

Você está satisfeito com a carreira e os rumos da sua profissão? Se não, uma alternativa para refletir a respeito é procurar um coaching. O Canal Rh ouviu três especialistas para tirar as principais dúvidas que cercam o trabalho de coaching: qual o melhor momento, quanto custa e quanto dura um processo do gênero.

Como lidar com a insegurança criada pelos desafios da profissão, os problemas de relacionamento no trabalho, a auto-estima na empresa? Como entender se realmente é essa a missão a seguir na vida? É para ajudar na busca dessas respostas que o executive coach, profissional que atua desde os anos 90 nos Estados Unidos, vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro.

As sessões de coaching têm o mesmo formato das terapias individuais. É um atendimento personalizado oferecido por empresas especializadas ou profissionais autônomos. Com 1h30 de duração em média, cada uma custa de R$ 400 a R$ 1.200, dependendo da evidência profissional do coach no mercado e das questões a serem trabalhadas. O processo costuma durar de 6 a 9 meses e a prática mais comum é começar com sessões semanais, depois de um mês passar a quinzenais, e depois, mensais.

“Não tem jeito de encurtar esse processo, pois quem entra nele é porque tem muita coisa para mudar e ninguém muda de uma semana para outra”, diz o coach Ossimar Mariano, que trabalha como autônomo. Ele explica que coaching é um processo terapêutico, mas não é terapia pois, além de ter um tempo mais determinado, foca numa única questão.

“Outras questões de âmbito pessoal surgem, é claro, mas sempre com o objetivo de resolver aquela determinada”, continua Mariano. “Fazemos o papel do grilo falante no mundo executivo”, diz a coach Maria Lucia Pettinelli, da empresa Choice Consulting.

Para quem tem dúvida se o seu caso é procurar um coach, é bom saber que há vários públicos sendo atendidos por esses profissionais. Um deles atendeu um profissional que se sentia um zero à esquerda no mercado porque a mulher cresceu muito profissionalmente e atingiu um status mais elevado que ele. A crise repercurtiu na profissão e o coaching veio propor a reflexão, visando solucioná-la.

Outro performer (nome de quem procura o executive coach) entrou em crise às vésperas da aposentadoria. Mas não há um perfil específico. Alguns querem mudar de carreira, outros, entender as relações dentro da empresa, e há ainda aqueles que chegam à sessão dizendo que querem largar tudo e ir morar no meio do mato.

“O trabalho do coaching consiste em levantar, por meio de conversas, questionamentos que podem conciliar estes fatores de maneira harmoniosa, solucionando embates e questionamentos do performer”, explica o coach Jair Moggi, consultor e fundador do Instituto EcoSocial -- instituição geradora de programas de Treinamento & Desenvolvimento.

Moggi lembra que nem sempre a forma como o executivo pensa ou sente o direciona para onde ele realmente quer chegar. “As sessões ajudam a solucionar questões de desempenho profissional que passam batido nas empresas. Muitas vezes me deparo com profissionais altamente competentes e com trajetórias impecáveis, mas que estão com resultados a desejar no dia-a-dia”, continua Moggi. “O objetivo do executive coaching é justamente fazer com que a pessoa identifique novos caminhos para continuar crescendo profissionalmente.”

“Costumo iniciar as sessões pedindo para o cliente dar notas a variadas áreas de sua vida. Esta é uma das maneiras básicas de propor algumas reflexões e identificar o que deve ser trabalhado”, diz Ossimar Mariano. Como é uma profissão nova no Brasil, o mais comum é encontrar especialistas vindos de outras carreiras.

Em geral, eles entendem de mudanças no rumo profissional por terem passado por algo assim. Mariano dava aulas de inglês havia 29 anos e tinha dois alunos que trabalhavam como coach. Um deles achou que o professor tinha tudo para ser seu colega de profissão. Veio de encontro à necessidade que Mariano estava sentindo de ter mais uma atividade profissional.

Maria Lucia Pettinelli era engenheira de alimentos antes de começar a trabalhar com desenvolvimento de competências e construção de trajetórias de carreira. Também formada em administração, há dois anos atende como coach. Moggi é economista, advogado e mestre em administração de empresas pela FEA-USP, com especialização em Finanças e recursos humanos.



Fonte: Canal RH - por Fátima Cardeal e Gabriel Debia


Imagem: www.brandonbarbercoaching.com


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