Conversa Pessoal
Ano XI - Número 129 - Agosto - 2011

Exposição homenageia Cora Coralina

Foto de Cora Coralina

Foi aberta, dia 22/08, na Biblioteca Senador Luiz Viana Filho, do Senado, a exposição da obra da poetisa goiana Cora Coralina. A solenidade contou com a presença do filho da escritora Paulo Salles e do senador Rodrigo Rollemberg, autor da proposta de exposição.

Na oportunidade, Paulo Sales destacou a importância de sua mãe para a literatura brasileira e agradeceu a homenagem que o Senado prestava a Cora Coralina.

Por sua vez, senador Rodrigo Rollemberg destacou a grande contribuição da poetisa para o Brasil e a importância da exposição. E aproveitou demonstrar sua satisfação com a repercussão do evento entre os jovens que manifestaram sua satisfação nas redes sociais.

Logo após, Paulo Sales e Rollemberg cortaram a fita dando início à exposição que permanecerá aberta ao público até o dia 31.

Entre doces e poesia

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, simples doceira que aos 76 anos publicou seu primeiro livro de poesia, nasceu às margens do Rio Vermelho, na cidade de Goiás, no final do século XIX.

Produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de sua querida Goiás.

Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa". Em 1910, seu primeiro conto, " Tragédia na Roça ", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina.

Em 1910 casou-se com o advogado Cantídio Tolentino Bretas e foi morar em Jabuticabal, interior de São Paulo, onde nasceram e foram criados seus seis filhos. Só voltou a viver em Goiás em 1956, mais de vinte anos depois de ficar viúva e já produzindo sua obra definitiva. O reencontro de Cora com a cidade e as histórias de sua formação alavancou seu espírito criativo.


Durante esses anos, Cora não deixou de escrever, produzindo poemas ligados à sua história, à sua cidade e ao ambiente em que fora criada.

Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano da poetisa serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançada, até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.

Senhora de poderosas palavras, Cora escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem, ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Cora parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.

Cora Coralina foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores, em 1983. Dois anos mais tarde, veio a falecer.


Fonte: http://www.revista.agulha.nom.br/cora.html#bio
http://www.velhosamigos.com.br/AutoresCelebres/CoraCoralina/coracoralina.html

Imagem: http://www.isabelvasconcellos.com.br/Mulher%20do%20Dia.htm



Endereço: Av. N2 - SEEP - Bloco 07 - Térreo - Prédio da Diretoria Executiva da Gráfica - 70165-900 – Brasília–DF
Telefone: 61 - 0800612210 - E-mail: pessoal@senado.gov.br