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5/12/2013
Lei aumenta espaço de brasileiros com deficiência no mercado de trabalho, segundo entrevistados

 

Na semana dedicada às pessoas com deficiência, pesquisa do DataSenado registrou as mudanças positivas e as dificuldades que persistem na vida de pessoas com deficiência física, visual e auditiva no Brasil. Foram entrevistadas 1.007 pessoas em todo o país, considerada a ponderação estatística.

Para 53,4% dos respondentes, a legislação existente torna mais fácil a contratação da pessoa com deficiência, sendo que 79,4% dos que trabalham na iniciativa privada acham que o seu empregador cumpre a Lei 8.213/1991, a qual estabelece o preenchimento de vagas para pessoas com deficiência nas empresas com mais de 100 empregados.

Foi registrado um crescimento de 11,5 pontos percentuais na quantidade de pessoas empregadas desse segmento da população. Em 2010, eram 55% e, agora, são 66,5% as pessoas com deficiência que exercem atividade remunerada; 48,9% delas nunca se sentiram discriminadas no ambiente de trabalho.

A garantia de espaço no mercado de trabalho caminha junto do aperfeiçoamento e da especialização: 73,8% dos respondentes já fizeram algum curso de formação para aumentar a chance de emprego, e 93,3% têm ensino médio ou superior. A integração, inclusive, é desejo majoritário dos brasileiros com deficiência – 71,0% afirmam que, se pudessem escolher onde estudar, optariam por uma classe comum em escola regular.

Para 73,5% dos pesquisados, a internet é hoje o principal meio de comunicação usado para buscar informações. Contudo, 53,7% querem que a TV seja o meio de comunicação a receber mais investimento para atender às pessoas com deficiência.

A mobilidade urbana mostra-se como grande vilã na rotina das pessoas com deficiência – para 68,1%, apenas uma minoria dos prédios públicos está adaptada às suas necessidades; 59,2% apresentam a mesma queixa em relação às ruas e calçadas, e 46,8% denunciam: o transporte público de suas cidades não atende bem às pessoas com deficiência.

Ao final da pesquisa, uma demonstração de que muito ainda precisa ser feito: na opinião de 80,1% dos pesquisados, os direitos da pessoa com deficiência não são respeitados no Brasil.

Esta é a segunda edição da pesquisa sobre o cotidiano, as dificuldades e as aspirações dos brasileiros com deficiência. Os dados foram coletados pelo Alô Senado dos dias 28 de outubro a 25 de novembro de 2013. A pesquisa contou com a parceria do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) e da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef).




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