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A História e a Política serviram como guia não apenas para a vida, mas para toda a obra literária de Luiz Viana Filho. Além das biografias, é nessas áreas que se destacam suas publicações, que incluem ainda tratados na área do Direito, área do conhecimento na qual se formou.

Começando ainda muito jovem na política foi justamente em um momento de restrição das liberdades democráticas que, paradoxalmente, Luiz Viana Filho mais produziu e consolidou sua veia literária. Entre 1937 e 1945, longe dos mandatos eletivos, produziu grande parte das obras que iriam marcar sua trajetória nas letras. “Se a interrupção de sua carreira política representou uma frustração pessoal, foi uma benesse para as letras brasileiras”, como resumiu Roberto Campos.

Antes mesmo de publicar sua obra inaugural no gênero biográfico, A Vida de Rui, em 1941, Luiz Viana Filho publicara dois livros que se tornaram referência para a formação de gerações de jovens baianos no estudos da História: em 1937, escreveu A Sabinada e, em 1943, publicou O Negro na Bahia.

Das conversas dos sábados na casa de Plínio Doyle, juntamente com nomes como Carlos Drummond de Andrade, nasceu, em 1983, o texto Culto da Boa Conversa, que se constituía na ata de Natal da confraria, denominada Sabadoyle em homenagem ao anfitrião. O texto é um manifesto a favor da conversa, uma das artes, aliás, a que Luiz Viana Filho se dedicou tanto na sua vida pública, como na vida privada.

Da sua atividade política, também restaram relatos importantes de Luiz Viana Filho, como testemunha próxima dos acontecimentos históricos nacionais. Esse é o caso de O governo Castelo Branco, de 1975, fonte primária de informação para qualquer pesquisador dessa época.

Por fim, também fez editar textos que produziu como membro da Academia Brasileira de Letras, para onde foi eleito, em 1954. Lá, ocupou a cadeira nº 22, de que é patrono José Bonifácio, o Moço. Menotti Del Picchia, no discurso de saudação em nome da Academia, disse: “Luiz Viana Filho participa das faculdades de seu glorioso patrono e dos anteriores ocupantes de sua cadeira. Como José Bonifácio, o Moço, é político e parlamentar. Como Medeiros e Albuquerque, é jornalista e ensaísta, e, como Miguel Osório, cientista, embora não sejam as Ciências Experimentais o seu domínio, mas as Ciências Sociais e Jurídicas. Preenchendo a vaga de Miguel Osório de Almeida, traz para ela, o historiador e biógrafo, uma grande obra realizada e uma nobre vida até agora vivida dentro de uma discrição avessa à extroversão.” A Miguel Osório, Luiz Viana Filho dedicou uma dessas obras, em 1956.

 


Recém formado pela Faculdade de Direito da Bahia, em dezembro de 1929


Com a esposa, D. Julieta Pontes Viana, e os seis filhos, no dia da sua posse na Academia Brasileira de Letras, em 1955


1930 A lei reguladora de successão ab-intestato no direito internacional privado
1932 O direito dos empregados no comércio
1936 A língua do Brasil
1938 A Sabinada
1938 Direitos dos estrangeiros no Brasil
1946 O negro na Bahia
1956 Miguel Osório
1960 À margem d’Os Sertões
1972 Sucessão de Adelmar Tavares na Academia Brasileira de Letras
1975 O governo Castelo Branco
1978 Evocação de Rui Barbosa
1981 João Mangabeira: o homem e o político
1982 Luiz Viana Filho, um historiador na Academia Brasiliense de Letras
1983 O culto da boa conversa
1984 Petroquímica e industrialização da Bahia
1990 Centenário de Wanderley Pinho
 
 
 
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