A política, mais que uma opção, já fazia parte da família quando Luiz Viana Filho nasceu. Seu pai, o conselheiro Luiz Viana, foi senador e governou a Bahia na virada do século XIX. Foi assim que Luiz Viana Filho, ao chegar à casa dos 20 anos, já era presidente do diretório acadêmico dos estudantes de Direito, envolvido nas disputas políticas baianas e nacionais da época, ligado ao grupo político do ex-governador da Bahia Otávio Mangabeira.
Em 1934, como o mais jovem deputado federal até então, assumiu o primeiro de seus seis mandatos. Passou mais de quatro décadas no Congresso Nacional, deputado federal em seis legislaturas, senador em duas.
Liberal por convicção, ajudou a derrubar a ditadura de Getúlio Vargas, a quem manteve forte oposição desde a Revolução de 30 até a morte do presidente, em 1954. Integrou a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Libertador (PL) até a criação da Aliança Renovadora Nacional (Arena), de apoio ao regime militar.
Foi chamado pelo então presidente Castelo Branco para ser o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, época conturbada, porém produtiva em sua vida pública. Nesse período que se seguiu à instalação do regime militar conduziu difíceis negociações, nas quais trabalhava pela reconstitucionalização do Brasil, quando se mostrou um grande conciliador em momentos como a discussão sobre a duração do mandato de Castelo Branco, a cassação do ex-presidente Juscelino Kubitschek, a rebelião da linha dura das Forças Armadas nas eleições de 1965 e o esforço para conduzir o país de volta para a normalidade democrática. Por conta disso, viu com apreensão a edição do Ato Institucional nº 5 e a cassação de políticos. Com os sucessivos pedidos de demissão dos titulares da Pasta, foi interinamente ministro da Justiça por duas ocasiões.
Já como governador da Bahia, lançou, em 1968, a tese da pacificação nacional, como alternativa à Frente Ampla promovida, entre outros, por Carlos Lacerda, e à tendência de radicalização, que acabou por prevalecer. No campo administrativo, teve como algumas de suas principais realizações o Plano Integrado de Educação, inspirado na obra de Anísio Teixeira – mais um de seus biografados –, e a criação do Centro Industrial de Aratu, ajudando a levar a petroquímica e a industrialização à Bahia.
Em 1975, dessa vez no Senado, discursou em nome da pacificação nacional, como forma de substituir o arbítrio pela dinamização da política, por meio da criação de novos partidos e da candidatura civil para a presidência da República.
Em março de 1979, como presidente do Congresso, saudou a revogação do AI 5 pelo presidente Ernesto Geisel, em dezembro de 1978.
Segundo Roberto Campos, colega no gabinete de Castelo Branco, Luiz Viana Filho “foi suficientemente idealista para enxergar além do seu tempo e suficientemente realista para ser eficaz no seu tempo”.
Cronologia política
- 1935 a 1937 - Deputado Federal
- 1946 a 1950 - Deputado Federal
- 1950 a 1954 - Deputado Federal
- 1954 a 1959 - Deputado Federal
- 1959 a 1963 - Deputado Federal
- 1963 a 1967 - Deputado Federal
- 1964 a 1966 - Chefe do Gabinete Civil da Presidência da República
- 1966 - Assume, interinamente, o Ministério da Justiça e o Ministério da Educação e Cultura
- 1967 a 1971 - Governador da Bahia
- 1975 a 1983 - Senador
- 1979 a 1980 - Presidente do Senado
- 1983 a 1990 - Senador

Ao assumir o governo do Estado da Bahia, em 07 de abril de 1967

Em passeio pela Cidade de Salvador, como Governador da Bahia, acompanhando a Rainha Elizabeth II da Inglaterra, num dia bastante ensolarado, Novembro de 1968

O Presidente do Senado Federal, Luiz Viana Filho, é condecorado com a Ordem do Congresso Nacional, pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Flávio Marcílio, 17 de novembro de 1980
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Deputado Federal
Governador da Bahia
Senador
Presidente do Congresso Nacional
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