Senador Luiz Viana Filho
CHAVES, Aloysio et al. Senador Luiz Viana Filho. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1990. 39 p.
Discursos pronunciados pelo deputado Aloysio Chaves e pelos senadores Roberto Campos e Nelson Carneiro na Sessão Solene, no Congresso Nacional, em 28 de novembro de 1990, em homenagem à memória de Luiz Viana Filho. Ao final do discurso, o Senador Nelson Carneiro, Presidente do Senado, convidou os parlamentares para o lançamento, no Salão Negro da última obra escrita por Luiz Viana Filho, sobre Anísio Teixeira. Apresenta, em anexo, o discurso proferido pelo senador Luiz Viana Neto ao assumir a vaga do pai, em 12 de junho de 1990.
A gloria efêmera do sucesso político se dissipa rapidamente, quando se não a olvida a memória coletiva. Mas a criação literária e artística – autêntica, profunda e de alto nível, como a que produziu Luiz Viana Filho – incorpora-se ao patrimônio cultural do povo, projetando-se no tempo além de todos os limites imagináveis. |
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Os biógrafos, como os historiadores, têm que enfrentar um permanente conflito entre as exigências da verdade histórica e as tentações da liberdade ficcional. Luiz Viana escolheu a via histórica, com pesquisa laboriosa em que os personagens aparecem como homens de razão e não heróis da imaginação. Luiz era, na verdade, um polígrafo. Em sua bagagem literária sucedem-se obras de Direito, de Lingüística, de História e de Pesquisa Antropológica.
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A vida política de Luiz Viana é uma só e continua lição de legitimidade, em que o caráter representativo de sua voz é atestado e confirmado sempre nas urnas. |
CAMPOS, Roberto, p. 22,23 |
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Da soma desses depoimentos [...] ressalta o político sem ódios, o amigo constante, o administrador iluminado, o parlamentar de poucos [...] e memoráveis discursos, o Presidente exemplar do Senado Federal e do Congresso Nacional.
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Com Luiz desaparecia uma das mais lúcidas, das mais cultas, das mais cordiais expressões de uma época que Deus permita não se afogue, não perdure apenas no mar imenso da saudade. |
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O jornalista, o advogado, o professor, o historiador, o escritor, o biógrafo, o deputado bravo e o senador respeitado – não são senão manifestações daquilo que ele foi antes e acima de tudo: um homem público. |
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