A Saúde é o assunto sobre o qual o público do Alô Senado mais se manifestou na quarta-feira (08/08). As razões para esse crescimento no número de participações se devem à Medida Provisória nº 621 de 2013, que institui o programa Mais Médicos, aos vetos presidenciais que regulam as atividades dos profissionais da área de Saúde e aos debates sobre a Saúde na sociedade.
De acordo com Yuri Silva Toledo Brandão, de Maceió (AL), a medida provisória não deve ser aprovada, pois “o país não precisa de mais médicos e sim de uma gestão de qualidade, que preveja infraestrutura na saúde pública. De nada adianta mais médicos, se faltam medicamentos, hospitais, macas, camas. Caso o país necessite aumentar o número de médicos, todos precisam passar por uma reavaliação, principalmente os de fora, para entender a necessidade do povo brasileiro.” Júlia Gonçalves Feitosa, do Rio de Janeiro (RJ), demonstrou sua insatisfação com o Veto Presidencial nº 24 de 2013, que se refere ao Ato Médico, já que, segundo ela, “os médicos devem ter soberania em suas decisões”. Opinião contrária tem Edson Oliveira, de Guaíra (ES), que afirma: ”O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), representando não apenas os mais de 1, 8 milhão de profissionais, mas também o interesse de uma Saúde de excelência para toda a sociedade brasileira, reforça a importância da manutenção do veto presidencial ao Ato Médico."
De Curitiba (PR), Luiz Campos discorreu sobre os reajustes nos planos de saúde: “Há vários anos tenho comunicado o fato de que os reajustes dos planos de saúde estavam acima da inflação. Caso sejam calculados, poderiam chegar até 200% acima da inflação nos últimos seis anos. Sugiro uma pressão sobre a Agência Nacional de Saúde Suplementar para explicar os critérios dos reajustes e a apresentação dos balanços auditados de todas as empresas de assistência médica e dos lucros. Não podemos permitir um super-reajuste para aposentados, autônomos, enfim, os que não têm plano de saúde empresarial.”
Lembramos que as opiniões registradas pela Central de Relacionamento e pelas mídias sociais do Alô Senado, Twitter e Facebook, refletem a visão pessoal dos cidadãos que se manifestaram por intermédio destes canais de comunicação. Estas opiniões não podem, de forma alguma, ser extrapoladas para toda a população brasileira.