Filho de refugiados da Segunda Guerra Mundial, Jorge Mautner nasceu no Rio de Janeiro em 1941. A mãe católica adoece por que uma irmã de Mautner não pode ser trazida para o Brasil. O trauma materno faz com que Mautner seja então criado por uma babá afro-brasileira, Lúcia, que era Yalaorixá e o introduz no candomblé aos sete anos de idade. Depois, a mãe se separa do pai, um judeu vienense, e casa-se com o violinista Henri Muller. A família muda-se pra São Paulo, sem a babá e distante do pai biológico. Em terras paulistas, Mautner aprende violino e convive com grandes artistas do rádio, como Tonico e Tinoco, Jorge Veiga, Elizeth Cardoso, Aracy de Almeida, Nelson Gonçalves, Blacout, Emilinha Borba e muitos outros.
Em 1950 é expulso do Colégio Dante Aligheri. Aos 18 anos começa a compor e tem seu primeiro texto publicado na revista Diálogo. Em 1962, publica o primeiro livro e lança um novo partido político: Kaos, mas logo depois adere ao velho Partido Comunista. Após o Golpe de 64 é preso e levado para Barretos (SP), pelo Exército.
Em 1965, lança o primeiro compacto e, no ano seguinte, devido ao disco e ao livro “O Vigarista”, é enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Exila-se nos EUA e começa a trabalhar na UNESCO.
Em 1970, vai para Londres e se aproxima de Caetano Veloso e Gilberto Gil, ambos no exílio. Na época, revela Mautner na entrevista, os três são avisados de que haveria distensão política no Brasil e que poderiam voltar ao país. Daí em diante lança vários livros, discos e participa de diversos filmes.
Ouviremos: Orquídea Negra, Maracatu Atômico, O Rouxinol, A Força Secreta daquela Alegria, Encantador de Serpentes, Aeroplanos, Lenda do Pégaso, Vampiro (com Caetano Veloso), Líder dos Templários, Todo Errado e a polêmica Homem Bomba.
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