6 - Siglas

A tradição no texto de rádio e televisão prevê o desdobramento com pontos, letra por letra, das siglas que não formem palavras. E a grafia sem pontos das siglas que tenham sonoridade redonda.

Por exemplo: I.N.P.S., porque cada letra deve ser pronunciada isoladamente. E Inamps, porque forma uma palavra pronunciável. Assim, teríamos I.P.V.A, I.P.T.U., e ainda Sunab, Conab, Detran. O objetivo era evitar que o locutor tivesse dúvidas.

Trata-se, no entanto, de um rigor excessivo seguir os velhos manuais de rádio e televisão neste princípio. Assim, dispensam-se os pontos nos casos de siglas conhecidas e de uso comum, como IPVA, IPTU, BNDES, FGTS etc. Ninguém vai ter dúvidas sobre a sigla, principalmente no contexto da frase.

Vamos instituir, pois, o reinado do bom senso. É claro que, no caso de siglas desconhecidas ou mais complicadas, devemos ter a maior clareza possível na hora de escrever. No caso do Banco Mundial, por exemplo, nunca devemos escrever Bird, a sigla oficial. Fica muito mais claro Banco Mundial. O BID deve ser tratado como Banco Interamericano de Desenvolvimento, para evitar dúvidas.

As siglas estrangeiras devem ser explicadas, e não traduzidas literalmente. Por exemplo, "O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos", ou "a ETA, a organização terrorista basca", ou "a KGB, a antiga polícia secreta soviética". Tudo isso, no entanto, fica dispensável no caso de siglas conhecidas, como FMI, ONU etc. Cabe sempre o bom senso. No caso do FED, o Federal Reserve, use assim mesmo, "o Federal Reserve, o banco central norte-americano" - fica mais claro para quem ouve.