O jornalista da Rádio Senado trabalha com praticamente
todos os tipos de informação: política nacional e internacional,
econômica, científica, cultural, esportiva, jurídico-constitucional,
criminal - enfim, toda a agenda nacional e internacional, além da
vida e do cotidiano das pessoas. Tudo isso é objeto de debate, de
leis e discursos no Congresso Nacional.
Por isso, é importante um bom nível de informação
sobre todos os assuntos. A única forma de conseguir isso é ler sempre
os principais jornais e revistas e acompanhar as atividades do Legislativo.
É preciso saber o que se passa no país e no mundo e ter a memória
recente dos fatos. É fundamental também conhecer o processo legislativo,
o Regimento Interno do Senado e o perfil de cada senador.
Ler sempre, e muito, procurar aprender mais sobre
os assuntos de que tratamos no dia-a-dia, fugir da superficialidade
é a maneira correta de não cair na acomodação e no marasmo do chamado
"jornalismo oficial" ou "chapa branca".
Mas isso não basta. É preciso também acompanhar
os fatos específicos do Congresso e do governo, que serão nosso
principal material de trabalho. Se um assunto está em debate no
Congresso ou no governo é porque interessa à sociedade, mesmo que
seja altamente técnico e pareça distante do dia-a-dia.
Temos, portanto, que ter a clareza do que está
em discussão, de como o país e os cidadãos serão afetados. Não pode
haver dúvidas sobre a informação que vai ao ar. Afinal, falamos
para o cidadão comum, e é nossa obrigação transmitir a ele o que
se passa no Senado Federal e quais os efeitos que os temas em debate
e em votação terão sobre a vida dele e do país. A linguagem deve
ser simples, clara, objetiva.
O fato de que a Rádio Senado é um serviço público
não pode transformar seus jornalistas em burocratas, em meros despachantes
de ementas. Criatividade é essencial. Conhecimento sobre o tema
tratado, idem. Não se pode jamais escrever um texto sobre o qual
não tenha absoluta certeza.
Quando sentar para escrever, ou quando entrar ao
vivo com uma reportagem, verifique antes se você tem realmente certeza
de tudo o que vai dizer, se não tem ainda perguntas que deixaram
de ser feitas, se a informação está completa.
Temos que ter sempre em mente que prestamos um
serviço público. É importante saber que nossa tarefa principal é
contar ao ouvinte o que acontece no Senado Federal ou nas sessões
do Congresso Nacional. Assim, governo e oposição devem ter espaços
iguais. Quando, no entanto, apenas um dos lados debate e apresenta
suas razões, a matéria deve mostrar isso, deve informar que não
houve réplica.
O fato de sermos uma rádio do Senado Federal, do
Parlamento, nos dá o conforto de mostrar as diferentes posições,
de reportar fielmente o que acontece, sem a inibição de uma emissora
ligada ao Executivo, por exemplo. Nossa tarefa é mostrar o Legislativo
como instituição viva, com diferentes facções políticas e diferentes
correntes de opinião sobre todos os temas.
Sempre que possível, a participação dos repórteres deve ser ao
vivo. Mesmo sendo uma emissora oficial, devemos buscar dinâmica,
agilidade, rapidez na transmissão das notícias. Evidentemente, por
questões de apuro e segurança técnica, boa parte das informações
será mesmo gravada. Mas é importante que vá ao ar o mais rapidamente
possível. Apesar das transformações, rádio continua sendo um veículo
rápido, imediato, de serviço, que não permite estocar informações.