3 - Jornalismo

O jornalista da Rádio Senado trabalha com praticamente todos os tipos de informação: política nacional e internacional, econômica, científica, cultural, esportiva, jurídico-constitucional, criminal - enfim, toda a agenda nacional e internacional, além da vida e do cotidiano das pessoas. Tudo isso é objeto de debate, de leis e discursos no Congresso Nacional.

Por isso, é importante um bom nível de informação sobre todos os assuntos. A única forma de conseguir isso é ler sempre os principais jornais e revistas e acompanhar as atividades do Legislativo. É preciso saber o que se passa no país e no mundo e ter a memória recente dos fatos. É fundamental também conhecer o processo legislativo, o Regimento Interno do Senado e o perfil de cada senador.

Ler sempre, e muito, procurar aprender mais sobre os assuntos de que tratamos no dia-a-dia, fugir da superficialidade é a maneira correta de não cair na acomodação e no marasmo do chamado "jornalismo oficial" ou "chapa branca".

Mas isso não basta. É preciso também acompanhar os fatos específicos do Congresso e do governo, que serão nosso principal material de trabalho. Se um assunto está em debate no Congresso ou no governo é porque interessa à sociedade, mesmo que seja altamente técnico e pareça distante do dia-a-dia.

Temos, portanto, que ter a clareza do que está em discussão, de como o país e os cidadãos serão afetados. Não pode haver dúvidas sobre a informação que vai ao ar. Afinal, falamos para o cidadão comum, e é nossa obrigação transmitir a ele o que se passa no Senado Federal e quais os efeitos que os temas em debate e em votação terão sobre a vida dele e do país. A linguagem deve ser simples, clara, objetiva.

O fato de que a Rádio Senado é um serviço público não pode transformar seus jornalistas em burocratas, em meros despachantes de ementas. Criatividade é essencial. Conhecimento sobre o tema tratado, idem. Não se pode jamais escrever um texto sobre o qual não tenha absoluta certeza.

Quando sentar para escrever, ou quando entrar ao vivo com uma reportagem, verifique antes se você tem realmente certeza de tudo o que vai dizer, se não tem ainda perguntas que deixaram de ser feitas, se a informação está completa.

Temos que ter sempre em mente que prestamos um serviço público. É importante saber que nossa tarefa principal é contar ao ouvinte o que acontece no Senado Federal ou nas sessões do Congresso Nacional. Assim, governo e oposição devem ter espaços iguais. Quando, no entanto, apenas um dos lados debate e apresenta suas razões, a matéria deve mostrar isso, deve informar que não houve réplica.

O fato de sermos uma rádio do Senado Federal, do Parlamento, nos dá o conforto de mostrar as diferentes posições, de reportar fielmente o que acontece, sem a inibição de uma emissora ligada ao Executivo, por exemplo. Nossa tarefa é mostrar o Legislativo como instituição viva, com diferentes facções políticas e diferentes correntes de opinião sobre todos os temas.

Sempre que possível, a participação dos repórteres deve ser ao vivo. Mesmo sendo uma emissora oficial, devemos buscar dinâmica, agilidade, rapidez na transmissão das notícias. Evidentemente, por questões de apuro e segurança técnica, boa parte das informações será mesmo gravada. Mas é importante que vá ao ar o mais rapidamente possível. Apesar das transformações, rádio continua sendo um veículo rápido, imediato, de serviço, que não permite estocar informações.